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Adolescentes sofrem bullying na internet e escondem dos pais

Enquanto 21% dos jovens entrevistados contam tudo o que acessam na internet para os pais, cerca de 42% mantêm alguma privacidade e outros 12% não contam nada

21 ago 2014
12h33
atualizado às 12h42
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Muito do que é feito na internet pelos adolescentes brasileiros é escondido dos pais, que imaginam ter o controle das ações dos filhos. Essa foi uma das conclusões de uma pesquisa feita pelo Portal Educacional, divulgada nesta quinta-feira. 

<p>Apenas 1% dos pais sabe que os filhos tiveram relacionamentos que começaram online</p>
Apenas 1% dos pais sabe que os filhos tiveram relacionamentos que começaram online
Foto: Getty Images

Enquanto 21% dos jovens entrevistados contam tudo o que acessam na internet para os pais, cerca de 42% mantêm alguma privacidade e outros 12% não contam nada. Enquanto isso, apenas 28% dos pais dizem que não controlam os conteúdos acessados pelos filhos e outros 72% acreditam controlar esse conteúdo de forma total ou parcial.

A pesquisa "Este Jovem Brasileiro" é feita anualmente e conta com a participação de jovens estudantes, pais dos alunos e professores. Neste ano, o projeto contou com mais de 4 mil estudantes - 95% deles com idade entre 13 e 16 anos -, mais de 300 pais e cerca de 60 profissionais da educação. O estudo foi feito em 36 escolas particulares de 14 Estados do País.

A pesquisa mostrou também que mais de 90% dos jovens começaram a acessar as redes sociais com 12 anos ou menos, e 86% admitem já ter mentido a idade para acessar conteúdo proibido para menores de 18 anos. Quase 95% acessam a internet todos ou quase todos os dias.

Além disso, 22% dos jovens já ficaram, 11% já namoraram e 5% já tiveram relações sexuais com pessoas que conheceram na rede. Embora a maioria dos pais seja contra esse tipo de comportamento, apenas 1% sabe que os filhos tiveram relacionamentos que começaram online.

Bullying na rede
Enquanto 23% dos jovens dizem já terem sido vítimas de insulto ou violência pela internet, 16% já sofreram algum tipo de preconceito e 36% já ficaram tristes por problemas vividos na rede. No entanto, apenas 16% dos pais dizem que os filhos já tiveram problemas do tipo. 

Os professores, no entanto, parecem perceber melhor que os pais os problemas sofridos pelos alunos. Ao todo, 73% dos professores já detectaram problemas de relacionamento sofridos por alunos devido a conteúdos publicados nas redes sociais. Quase 64% percebem casos de bullying ou ofensas pela internet entre os estudantes.

Entre os adolescentes, não existem apenas vítimas. Pelo menos 37% dos estudantes disseram que já agiram de modo agressivo ou ofensivo com alguém na internet. A maioria concorda que a Internet facilita agressões, preconceitos e mentiras

O maior medo dos professores é que seus alunos se exponham de forma inadequada e o receio seguinte é que eles conheçam pessoas mal-intencionadas na rede, divulguem dados pessoais e postem comentários ofensivos ou preconceituosos - 59% dos professores acham que os alunos não têm noção dos riscos a que estão expostos na Internet. 

Embora a maioria dos professores achem que a Internet é um tema que tem despertado maior preocupação nos pais, 20% sentem que os pais não estão preocupados com essa questão.

Fonte: Terra

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