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Amazon, Google e Apple disputam espaço na nuvem

13 jun 2011
14h05

No início da semana, a Apple anunciou sua nova entrada no mercado de cloud computing para o consumidor final, com o iCloud. O serviço, que será lançado no segundo semestre junto com o iOS 5, sistema operacional do iPhone e do iPad, irá substituir e aprimorar o MobileMe. Mas a Apple não está sozinha nesse mercado, competindo com Google e Amazon nesse cenário das nuvens. Veja o que cada uma delas tem a oferece:

Serviço que permite salvar documentos, músicas e fotos na web foi revelado na WWDC 2011
Serviço que permite salvar documentos, músicas e fotos na web foi revelado na WWDC 2011
Foto: Divulgação

Google
Para o Google, a nuvem acaba sendo uma extensão da própria internet, e é vivida dentro do navegador. O Hotmail, da Microsoft, pode nos ter feito aprender a usar o webmail, mas foi o Gmail que nos tornou acostumados de vez com a plataforma online. Onde roda o Gmail? Em algum servidor espalhado na nuvem do Google, que tem como missão "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil".

E nesse conceito se encaixa o Google Apps - com documentos, calendários, contatos -, serviço na nuvem oferecido de graça (como quase tudo no Google para o consumidor final) para empresas também, além do Android, que leva a vida online dos usuários para a tela do smartphone, sincronizando todo o seu conteúdo. Fechando a estratégia na nuvem da gigante das buscas está o Chrome OS, que nada mais é do que um sistema operacional para computadores que só tem um navegador ¿ o próprio Chrome.

Analisando a visão do Google, o computador principal de todos é a rede, seguindo o antigo mantra da Sun Microsystems. Suas informações estão lá, online, sempre. A sua única falha - e um propósito futuro - é que, se não houver conexão, não existe nuvem. Para os brasileiros, quase não há restrição ao uso dos serviços na nuvem do Google - exceto o Google Music, que permite que você faça o upload de suas músicas para a cloud e ouça de qualquer lugar.

Apple
O iCloud é uma extensão e aprimoramento do MobileMe e uma maneira de integrar dados pelos dois sistemas operacionais da Apple (OS X, para computadores, e iOS, de dispositivos móveis). O serviço inicial de cloud da Apple tentou, mas diversas falhas no lançamento, somadas a um pagamento anual de US$ 99, acabaram afastando usuários. O iCloud, porém, vai para outro lado: pega os serviços oferecidos pelo MobileMe (calendário, contatos, emails) e adiciona uma forte integração com iOS e Mac OS X (aplicativos de iPhone e iPad em todos os lugares, documentos, backups e sincronia de fotos).

Para completar, o novo serviço da Apple na nuvem inclui o iTunes on the Cloud, extensão para o iTunes que leva as músicas compradas na loja online para a nuvem (não é preciso fazer upload), e o iTunes Match, alternativa para legalizar suas músicas copiadas de CDs e, por que não dizer, pirateadas, com o pagamento de US$ 25 por ano.

Desse modo, o iCloud é diferente das nuvens do Google e da Amazon, que requerem o upload de músicas. O colunista americano Robert Cringely escreveu uma análise dos lançamentos do iOS 5, OS X Lion e iCloud e concluiu que "o real propósito do iCloud é matar o Windows". "A plataforma hoje é o Windows porque nossos dados estão nas máquinas com Windows, mas o anúncio da Apple muda isso. De repente, a competição não é sobre plataformas, mas sobre dados. Isso requer da Apple um movimento ousado que a Microsoft nunca faria: Jobs vai sacrificar o Macintosh para matar o Windows. Ele não quer acabar com o Windows, ele quer tornar o Windows irrelevante", escreveu.

Matando ou não o Windows, a estratégia da Apple com o iCloud, no fim das contas, se assemelha com a do Google: ter seus dados em todos os lugares. Mesmo com todo o barulho, a Apple ainda não informou sua estratégia para lançamento dos seus serviços de nuvem fora dos Estados Unidos.

Amazon
Correndo por fora, a Amazon oferece serviços de armazenamento na nuvem básicos para o consumidor final - 5 GB de espaço virtual de graça (para todos) e opções de "cloud music" similares ao Google (e que não funcionam no Brasil, por sinal). O forte da Amazon em cloud acaba não aparecendo para o internauta convencional: serviços para empresas (reza a lenda que até a Apple usa uma rede de redistribuição de conteúdo) de todos os portes, que vão de bancos de dados online e serviços de e-commerce a processos de inteligência artificial.

Por ser uma varejista online, oferecer serviços de cloud ao consumidor final interessa à Amazon. De graça, ela dá os 5 GB (use quanto quiser até esse limite), mas se quiser mais precisa pagar. Na opção de músicas online, a Amazon já tem sua loja virtual, e oferecer um espaço para o cliente descentralizar sua biblioteca de MP3 é mais um complemento interessante ao processo - seja na loja da web (Cloud Player for Web) ou para Android (Cloud Player for Android).

Fonte: Zumo Notícias
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