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05 de outubro de 2011 • 22h55 • atualizado às 06h26

Apple cria e-mail para receber condolências pela morte de Jobs

Steve Jobs sofria com um câncer de pâncreas desde 2004
Foto: Getty Images
 

A Apple habilitou um e-mail para que qualquer pessoa possa enviar uma mensagem de condolência pela morte de Steve Jobs, que morreu nesta quarta-feira aos 56 anos.

O endereço rememberingsteve@apple.com será uma via para centralizar as inúmeras mensagens de internautas, políticos e famosos que se multiplicam nas redes sociais desde a divulgação da notícia de sua morte.

"Sentirei muitas saudades de Steve", disse o presidente da Microsoft, Bill Gates, enquanto Mark Zuckerberg, co-fundador do Facebook, agradeceu àquele que foi seu "mentor" e "amigo". Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrou como as contribuições de Steve Jobs tornaram possível "o trabalho da cada dia".

Por sua vez, o ex-governador da Califórnia e ator Arnold Schwarzenegger destacou que Jobs viveu "o sonho californiano a cada dia de sua vida". O criador da série de televisão Lost, Damon Lindelof, ressaltou que Steve Jobs vai fazer falta a "todos os sonhadores sentados em suas garagens que estão suficientemente loucos para mudar o mundo".

Já a Academia da Gravação dos EUA, organização que concede os prêmios Grammy, agradeceu Jobs por revolucionar a forma com a qual se escuta música.

A habitual apresentação do site da Apple, que costuma ter os produtos da firma como protagonistas, foi substituída por uma fotografia de Jobs com os anos de seu nascimento e morte (1955-2011).

"A Apple perdeu um visionário e um gênio criativo e o mundo perdeu um incrível ser humano. Steve deixou uma companhia que só ele poderia ter construído e seu espírito será para sempre a base da Apple", diz a mensagem no site da empresa.

Steve Jobs morre aos 56 anos
O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple morreu nesta quarta-feira aos 56 anos, vítima de um câncer no pâncreas que vinha tratando desde 2003. Perfeccionista, criativo, inovador e ousado, ele ajudou a tornar os computadores mais amigáveis e revolucionou a animação, a música digital e o telefone celular. Jobs marcou o mundo da tecnologia ao apresentar produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Afastado da empresa desde 17 de janeiro para cuidar da saúde e sem prazo para voltar, o executivo renunciou ao cargo em 24 de agosto. "Sempre disse que, se chegasse o dia que eu não pudesse mais cumprir minhas funções e expectativas como CEO da Apple, seria o primeiro a informar. Infelizmente, esse dia chegou", dizia a nota à época.

A saúde de Jobs virou notícia em 2004, quando ele anunciou que passara por uma cirurgia para remover um tipo raro de câncer pancreático, diagnosticado em 2003, e que a operação fora bem-sucedida. Depois, em 2009, Jobs fez um transplante de fígado e ficou afastado da companhia que fundou ao lado do engenheiro Steve Wozniak por vários meses. Mesmo com as licenças, Jobs continuou ativo na tomada de decisões da empresa, chegando se reunir a portas fechadas com o presidente americano, Barack Obama, em fevereiro, e lançar o iPad 2, em março, surpreendendo ao subir ao palco para apresentar o produto.

Detalhes do estado de saúde de Jobs sempre foram um mistério. Uma fotografia que mostrava o executivo muito magro e com aparência debilitada (sobre a qual recaíram suspeitas de manipulação) foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ dois dias após ele ter deixado o cargo de presidente-executivo da Apple. Em fevereiro, Jobs foi fotografado pelo jornal americano The National Enquirer na mesma clínica onde o ator Patrick Swayze, morto em setembro de 2009, recebeu tratamento para câncer de pâncreas.

EFE