Campus Party

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28 de julho de 2012 • 16h54 • atualizado em 23 de Janeiro de 2013 às 15h18

Campus Party: Executivo do Facebook evita falar de queda de ações

Alexandre Hohagen esquivou-se dos assuntos financeiros da empresa
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
 
Celso Calheiros
Direto do Recife

Neste sábado, o Facebook fez a sua primeira participação com um representante em uma Campus Party no Brasil, no Recife. Alexandre Hohagen, vice-presidente da empresa para a América Latina, falou sobre a revolução que as mídias sociais representam e sobre as inscrições para interessados em trabalhar na empresa. O executivo, no entanto, evitou temas como os números negativos, baixa na cotação do valor das ações e queda nos mercados, por mais perguntas que tiverssem sido feitas.

Mesmo anunciando que a receita da companhia teve um crescimento de 32% no segundo trimestre de 2012, chegando a U$ 1,18 bilhão, acima do esperado, o Facebook teve um prejuízo líquido de U$ 157 milhões no mesmo período, e investidores reduziram o valor da empresa em US$ 10 bilhões na sexta-feira. O motivo foi a queda de 17% das ações na Nasdaq, que reduziram a capitalização do Facebook para U$ 48 bilhões - menos da metade do valor de lançamento.

Hohagen, no entanto, esquivou-se do assunto. O vice-presidente preferiu outros temas. Por exemplo, elogiou a forma como as discussões sobre o marco civil da internet estão sendo desenvolvidas. "É um debate de alto nível, já estive mais de uma vez em Brasília participando dos debates, mas só vou comentar alguns detalhes depois que toda a indústria se posicionar", disse. Por detalhes, o executivo referia-se às proibições de rastreabilidade, identificação do usuário e outros recursos tão necessários ao modelo atual de negócios do Facebook.

A apresentação de Hohagen começou com um atraso de 15 minutos e primeiramente tratou de anunciar um balcão de inscrições para os interessados em se candidatar a uma vaga na empresa. Na palestra, o executivo deu duas declarações: "o mundo está mudando", e "as pessoas continuam se comportando da mesma forma". "Todos continuam querendo se comunicar. Nós mesmos dizemos que a primeira rede social foi formada por Adão e Eva", brincou.

Alexandre Hohagen bombardeou os campuseiros com dados que mostram como foi rápida a ascensão do Facebook em comparação a outros fenômenos tecnológicos, como o rádio, a televisão e a própria informática, na época em que o e-mail era o grande destaque. "Hoje, algumas universidades estão se comunicando com seus alunos pelas mídias sociais", contou.

Ao argumentar que as pessoas continuam querendo se comunicar da mesma forma, Hohagen comentou uma campanha da Nike toda direcionada para sua página na rede social e também o método simples como um filho de um portador do mal de Alzheimer fez para reencontrar o pai, que saiu andando pelas ruas de São Paulo e não sabia mais como retornar. "Ele colocou a foto do pai, disse qual a roupa que vestia, explicou a situação, pediu compartilhamento e teve em poucas horas 30 mil pessoas replicando a foto e as informações sobre o pai. Reencontrou-o 24 horas depois, a 35 km de casa", disse.

Especial para Terra