
Eva Mothci
Direto de São Paulo
Rodinhas, fios, tampinhas, isopor, cooler, pedaço de CD-ROM, metal. Tudo vira robô nas mãos de Rodrigo Cabral. Carioca, 17 anos e apaixonado por robótica, o estudante está acampado na Campus Party. Veio sozinho, querendo conhecer mais gente e ampliar contatos com outros aficionados como ele. Mas não está sozinho: trouxe três de seus robôs.
Um deles, feito há cinco meses, não tem nome, mas é um robô musical. "Ele tem MP3, CD-ROM e se movimenta", explicou. Outro, que ele chama de "Sucatão" parece ser mais elaborado: guiado por controle remoto, tem um guindaste e partes móveis. O terceiro é bem pequenino, que parece um "tratorzinho".
Rodrigo conta que sempre gostou do assunto, mas só começou a construir seus próprios robôs depois que sua turma no colégio (ele está no terceiro ano do curso técnico de eletrônica) foi desafiada por um rapaz. "Ele ficou dizendo que queria ver se alguém era capaz, que a gente devia saber fazer um robô. Eu pensei'então vou fazer', e fiz", diz.
Autodidata, foi construindo sozinho, pegando uma dica aqui, outra ali, utilizando suas habilidades e adquirindo novos conhecimentos. Sobre a Campus Party, disse que está achando "muito, muito legal", e está conseguindo estreitar relacionamento com outras pessoas da área, já que pretende seguir nela profissionalmente. "Talvez eu faça Mecatrônica, ainda não defini, mas certamente será neste campo."
Terra
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Reinaldo Marques/Terra
Rodrigo mostra o robô que ele chama de "sucatão"
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