
Eva Mothci
Direto de São Paulo
Steven Johnson está no Brasil, pela primeira vez, e foi um dos convidados especiais da Campus Party na noite desta quinta-feira. A conversa com os campuseiros abordou basicamente seu novo livro, "O Mapa Fantasma - como a luta de dois homens contra o cólera mudou o destino de nossas metrópoles".
Reconhecido como um dos grandes pensadores da web, Johnson explicou o título do livro, dizendo que a epidemia foi resolvida quando "dois homens cruzaram dados sobre as vítimas", fazendo uma analogia com o que ocorre hoje, quando programas fazem o cruzamento de diversos dados e mapas, produzindo novas informações.
Na mesa também estavam a neurocientista Suzana Herculano-Houzel e Juliano Spyer. Ao final, o microfone foi aberto para as perguntas da platéia, também respondidas pelos dois brasileiros.
Em uma das respostas, Johnson disse que "um garoto de 12 anos jogando Civilization IV está repassando a história, e a interface do jogo atrai a criança, que se diverte, muito mais do que uma aula tradicional". Este é um exemplo de novas interfaces que estimulam o cérebro e que poderiam, segundo Johnson, ajudar a melhorar os sistemas educacionais.
Ao final da apresentação, Johson desceu para o espaço da exposição no térreo da Bienal, onde autografou "O Mapa Fantasma" e também suas outras obras, "Emergência - a dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares", "De cabeça aberta - conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana" e "Cultura da Interface - como o computador transforma nossa maneira de criar e compreender".
Também estavam à venda, no local, os livros de Suzana Herculano-Houzel ("O cérebro em transformação") e de Juliano Spyer ("Conectado").
Terra
|
Marcelo Pereira/Terra
Steve Jonhson autografou suas obras depois da apresentação aos campuseiros
|
12h36 » Campus Party Brasil terá festa pela liberdade na internet
16h40 » "Maddog" Hall desafia campuseiros a criar músicas e vídeos