
Lívia Martins
Direto de São Paulo
Etienne Delacroix, físico e pesquisador belga, está na Campus Party com um trabalho de reciclagem e inclusão. Em seu projeto, os mais diversos componentes eletrônicos se misturam a borracha, canos de PVC e outros materiais destinados a se tornarem peças originais. Arte a partir do lixo eletrônico.
Delacroix é o responsável pelo projeto Atelier-lab na Universidade de São Paulo (USP). Na opinião dele, o Brasil tem crescido no ramo tecnológico, porém, a fascinação se dá só para os resultados e o impacto da tecnologia na vida. "As pessoas não estão muito interessadas no processo de criação, mas no tipo de resultado que ela oferece", critica.
Delacroix comentou que acha interessante a iniciativa de divulgar o uso do software livre, mas alerta para que isso não se torne apenas mais uma questão de marketing. "De que adianta falar sobre o sistema operacional aberto se não dão conhecimento para utilizá-lo", questiona.
Segundo o físico, o principal objetivo do seu trabalho é contribuir ainda mais para a inclusão digital. "Desenvolvo um tipo de atividade para aliar o conhecimento da tecnologia com aplicações sociais. Apesar das dificuldades que posso ter, fico muito feliz quando posso mostrar o empenho de mais de 300 alunos ao longo de 7 anos de projeto aqui na Campus Party", declara.
"Este País possui recursos humanos magníficos, mas é preciso incentivar a capacitação dessas pessoas, que ainda deixa a desejar", diz Delacroix. "O Brasil é um local perfeito para aliar a exigência da arte com a matéria eletrônica. As pessoas são criativas e heterogêneas", enfatiza.
Terra
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Reinaldo Marques/Terra
Etienne Delacroix mostra suas criações na Campus Party
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