
Eva Mothci
Direto de São Paulo
O professor Gilson Schwartz, diretor do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, da USP, anunciou na Campus Party Brasil o início do projeto "Mobilidade e Cidadania 3.0". A iniciativa integra um estudo mais amplo que investiga os impactos sociais e econômicos do telefone celular na América Latina, e tem o financiamento da Fundação Telefónica. No Brasil, serão estudados os motoboys de São Paulo, e alguns deles, que já integram o projeto "Canal Motoboy" (www.zexe.net), foram, com suas máquinas, ao prédio da Bienal participar do lançamento.
"Queremos entender, dentro de um conhecimento científico, o que um motoboy com um celular pode fazer, conhecer melhor essa comunidade tão pulverizada, tão numerosa e tão móvel", diz Schwartz, coordenador da pesquisa no Brasil."Em São Paulo há tensões, mobilizações, quase uma guerra civil. Estamos num momento explosivo do conflito urbano e vamos ver, por meio dessa pesquisa empírica, de campo, como a universidade pode participar e ajudar nesse processo", explica.
Segundo o professor, a união da mobilidade física com a mobilidade do celular pode ser fomentadora de novos modelos de negócios e serviços inovadores que gerem renda e ajudem a transformar a imagem do motoboy para a cidade e para ele mesmo.
O estudo vai entrevistar o maior número possível de motoboys, e analisar casos específicos. Os resultados da pesquisa, integrados a outros projetos, serão publicados até o final do ano pela Fundação Telefónica.
Pesquisadores das universidades Southern California e Aberta da Catalunha, sob a coordenadação do sociólogo espanhol Manuel Castells - um dos principais pensadores da sociedade de informação - participam do projeto.
Terra
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Reinaldo Marques/Terra
Presença dos motoboys e suas máquinas chama atenção no evento
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