
Eva Mothci
Direto de São Paulo
Um sucesso. Assim pode ser definida a Campus Party Brasil, ainda que nem tudo tenha sido perfeito e vários aspectos possam ser melhorados, entre eles a logística, o credenciamento e o Campus Verde - que, reconheceu Marcelo Branco, foi "mais simbólico". Mesmo assim, a edição brasileira em 2009 já está confirmada. Uma reunião em São Paulo, no dia 15 de abril, vai definir o local e a data.
Os seis dias foram plenos de atividades, participação, troca de conhecimentos e produção de conteúdo, e os coordenadores destacaram o fato de o tráfego de Internet apontar 30% de download e 70% de uploads durante o evento. A exposição, aberta ao público, recebeu a visita diária de oito mil pessoas em média.
A organização computou 3,3 mil campuseiros inscritos, vindos de 18 países, 5,5 mil pessoas credenciadas, 2,8 mil computadores na arena e 1,8 mil pessoas acampando. Dos campuseiros, 74% são homens. A média de idade é de 23 anos - o campuseiro mais velho tem 68 anos e este público consumiu avidamente mais de 350 palestras.
A área com maior número de participantes inscritos foi a de Software Livre, com 23%, seguida por Games (16%), Desenvolvimento (15,5%), Música (11%), Criatividade (9%), Robótica (7), Blogs (6,5%), Modding (5%), Simulação (4%) e Astronomia (3%).
Para Sérgio Amadeu, "a lógica de não separar entretenimento, conhecimento e atividade foi um acerto". Ele destacou a supreendente participação na área de Astronomia e o que chamou de "efeito Vale do Silício", com integração entre pessoas de diversas áreas e encontros que não estavam previstos. "O mais importante não ocorreu nos palcos, mas nos corredores e nas bancadas. Fomos um fractal da Internet".
Terra
|
Reinaldo Marques/Terra
Exposição teve público médio diário de 8 mil pessoas; no sábado, lotou
|
12h36 » Campus Party Brasil terá festa pela liberdade na internet
16h40 » "Maddog" Hall desafia campuseiros a criar músicas e vídeos