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 CeBIT recebe Brasil como promissor mercado da internet
05 de março de 2012 12h12 atualizado às 13h27

Robô que pratica  poledance  é arrumado no dia dos preparativos para a CeBIT. Foto: AFP

Robô que pratica poledance é arrumado no dia dos preparativos para a CeBIT
Foto: AFP

A CeBIT de Hanover recebe nesta segunda-feira o Brasil, convidado de honra deste ano, como um dos mercados mais promissores para o setor de informática por seus números atuais e seu potencial de crescimento.

Segundo a consultoria Germany Trade&Invest, no país há atualmente 46 milhões de usuários de internet ativos, 60% dos quais têm menos de 35 anos. Em média, os internautas brasileiros gastam 70 horas por semana conectados à rede.

O potencial de crescimento também é evidente se for considerado que a abertura do acesso à internet para a maioria dos 192 milhões de habitantes do país, principalmente aos membros das classes menos favorecidas, é algo que está começando.

Em termos gerais, o Brasil deve apresentar nos próximos anos uma aceleração do crescimento econômico. Após a taxa de crescimento de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) registrada no ano anterior, 2012 pode ter alta de 3%.

A médio prazo, inclusive, o governo da presidente Dilma Rousseff estima taxas de crescimento de até 5%. Diante dessa evolução, a indústria acredita que haverá um estímulo para a demanda de artigos como tablets e smartphones. Para os próximos anos, o país deverá contar com uma modernização das conexões de internet e de toda a infraestrutura informática, o que ajudará a cumprir os desafios relacionados com a Copa de 2014.

A consultoria IDC espera para 2012 um crescimento do mercado de informática no país de 12%, com o objetivo de alcançar um faturamento de 35 bilhões de euros. No Brasil, um em cada 13 habitantes comprou um computador novo em 2011, uma proporção abaixo da média dos países industrializados, mas claramente acima da de países emergentes como a Índia e a China.

Durante a CeBIT, dezenas de empresas brasileiras estarão presentes em Hanover, além de 20 organizações estatais e privadas com estandes divididos em seis pavilhões. Os temas deste ano, além do Brasil, serão a segurança e a confiança na internet e a chamada computação em nuvem.

EFE
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