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 CeBIT: empresas de TI do Brasil esperam projeção planetária
06 de março de 2012 15h00 atualizado às 16h23

Dilma e Angela Merkel visitaram o estande da Positivo, onde realizaram uma atividade com os recursos de realidade aumentada da mesa educacional .... Foto: Divulgação

Dilma e Angela Merkel visitaram o estande da Positivo, onde realizaram uma atividade com os recursos de realidade aumentada da mesa educacional Alfabeto
Foto: Divulgação

Colocadas na principal "vitrine" da CeBIT, a maior feira de tecnologia e comunicação do mundo, as principais empresas brasileiras do setor esperam que o evento as ajude a projetar nos próximos anos uma nova imagem para o país como produtor e provedor de tecnologia.

A feira, realizada anualmente em Hannover, na Alemanha, tem neste ano o Brasil como país-parceiro, e contou com a presença da presidente Dilma Rousseff na inauguração, ao lado da chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel.

Para muitos empresários, ainda há muito desconhecimento no exterior sobre o avanço do Brasil na área de tecnologia e comunicação. O país é o sexto maior mercado consumidor do setor, mas ainda exporta pouco. Os empresários afirmam que o setor é um dos que mais cresce hoje no Brasil, com uma expansão média de 10% a 11% nos últimos cinco anos.

Segundo o governo brasileiro, os setores de tecnologia e comunicação combinados geraram um faturamento de US$ 171 bilhões em 2010 e já representam 7,9% do PIB nacional. "A imagem do Brasil está mudando", diz José Antonio Antonioni, diretor da Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), que vem organizando a participação brasileira na CeBIT há 13 anos.

Efeitos em cinco anos

A presença brasileira na feira deste ano, com estandes em todas as seis áreas temáticas do evento e mais de cem expositores, entre empresas e instituições públicas e privadas, custou 2,5 milhões de euros (R$ 7,5 milhões), divididos entre o governo brasileiro e as empresas.

Segundo Antonioni, a expectativa dos empresários é de que isso gere um retorno em negócios estimados em US$ 60 milhões nos próximos cinco anos. Para ele, mais que negócios imediatos fechados durante a feira, que vai até o dia 10, as empresas esperam um retorno de médio e longo prazo, de acordo com o aumento do reconhecimento da produção brasileira no setor.

"Nosso principal objetivo é institucional, para levar nossa marca a se projetar internacionalmente", afirma Robério Lima, diretor de marketing da Totvs, maior empresa brasileira de softwares para gestão empresarial. Embora tenha clientes em diversos países e seja líder de mercado em seu setor na América Latina, a empresa participa pela primeira vez da CeBIT.

"Antes não víamos razão para estar na feira, mas a parceria com o governo brasileiro certamente foi um atrativo", diz. "Entendemos o desafio que esse esforço de mudança de imagem representa para as empresas brasileiras."

Estrangeiros espantados

A visão da feira como "vitrine" para a produção brasileira de tecnologia é uma constante entre as empresas ouvidas pela BBC Brasil. "O Brasil sempre teve pouca visibilidade no setor, não tem a imagem de desenvolvedor de tecnologia, mas com o país como foco na feira deste ano, terminam conhecendo mais nossa realidade", afirma Mario Walter Wickert, gerente de exportações da Datacom, empresa gaúcha produtora de equipamentos para redes de comunicação.

"Muitos estrangeiros nos perguntam se somos somente montadoras no Brasil de produtos chineses ou asiáticos, e ficam espantados de saber que produzimos tudo no país, com tecnologia própria", diz José de Souza Lopes, diretor comercial da empresa. Ele espera que a exposição internacional da empresa, que já exporta para 40 países, também tenha o efeito de fortalecer a credibilidade e a visibilidade dentro do próprio mercado brasileiro. A CeBIT conta neste ano com cerca de 4.200 expositores de 70 países, e estima cerca de 350 mil visitantes ao longo do evento.

BBC Brasil
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