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 "Bola da vez" na Alemanha, brasileiros fecham negócios na CeBIT
10 de março de 2012 15h30

Maior evento de tecnologia do mundo teve participação de mais de 100 empresas brasileiras. Foto: EFE

Maior evento de tecnologia do mundo teve participação de mais de 100 empresas brasileiras
Foto: EFE

Ismael Cardoso

Pelo menos cinco empresas brasileiras já fecharam negócios internacionais na CeBIT, maior feira mundial de tecnologia que termina neste sábado em Hannover, na Alemanha, da qual o Brasil é país-parceiro na edição deste ano. O levantamento preliminar é da Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), agência nacional que organiza a ida do País para a feira.

Pode parecer pouco em um evento que contou com a participação de mais de 100 companhias nacionais, mas para a Softex, se for levado em conta o ciclo lento de venda de software e o principal objetivo das empresas que marcaram presença na feira, criar oportunidades, o número é importante. "Nesses eventos, a gente vai discutir suporte técnico, modelo de negócios, propriedade intelectual. Fechar negócio pode levar seis, 12, 18 meses. Não é uma feira para se fechar negócio, é uma feira em que se criam oportunidades para o futuro", afirma o diretor de Mercado da Softex, Djalma Petit.

Um exemplo é a empresa brasileira Comprova.com. Antes de embarcar para a Alemanha, a companhia, que teve sua primeira participação na CeBIT, queria apenas iniciar sua estratégia de expansão internacional, como contou ao Terra o CEO da empresa, Marcos Nader. O executivo, no entanto, voltou de Hannover já com um contrato assinado com a Datenschutz Für Deutschland, empresa que atua no mercado de segurança e privacidade, além de fazer importantes contatos com parceiros potenciais em mercados estratégicos como Alemanha, Espanha, Itália, Polônia, Hungria, França, Suíça e Portugal.

A Comprova.com trabalha na área de assinatura de documentos digitalmente, e para Nader liderando as inovações neste segmento. Segundo ele, das cerca de 80 empresas com as quais os principais executivos da empresa conversaram, 18 mostraram-se extremamente interessadas em levar o portfólio para os seus respectivos países, trabalhando também em estratégias de longo prazo.

O fato de o Brasil ter sido convidado a ser parceiro da CeBIT neste ano, que contou com a presidente Dilma Rousseff, além de ministros e governadores, abrindo a feira ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, mudou a forma de relação dos empresários nacionais com clientes estrangeiros. "O fato de sermos um país-parceiro, com grande visibilidade, contribuiu para que os clientes viessem atrás da gente", afirma o executivo da Softex. Mas esse retorno, para Petit, é fruto de muito trabalho, e não do acaso. "Não fomos convidados porque eles são bonzinhos. A gente foi escolhido porque somos o país do momento. É uma via de mão de dupla, e nós procuramos aproveitar", avalia.

Além da Comprova.com, outra empresa que aproveitou a oportunidade foi Ibrowse Consultoria, que em sua primeira participação em eventos intencionais já assinou um acordo com uma empresa da República Dominicana, em um negócio que pode render em torno de R$ 5 milhões. No primeiro dia de CeBIT, a paulista STA Holding fechou um negócio no valor de US$ 250 mil com a espanhola BTG, oferecendo uma ferramenta que consolida análises financeiras.

Outras duas companhias estão próximas de fechar negócios. A Taxipró fechou parceria com uma empresa da Romência, que vai representar a brasileira em quatro países da Europa com o objetivo de ter 10 mil táxis usando o sistema nacional pelo continente, o que pode render contratos de até US$ 100 mil. Também em sua primeira participação na CeBIT, a companhia a expectativa era conseguir algum parceiro para disseminar a solução internacionalmente.

Além disso, a Kali Software fechou um acordo com uma empresa alemã paraprojeto piloto pra verificar se a empresa teria condição de atender as demandas da companhia no mercado alemão, se tornando um braço alemão da companhia carioca.

Terra