Celular

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20 de maio de 2012 • 20h08 • atualizado em 21 de Maio de 2012 às 07h27

Smartphones e tablets disputam o gosto dos usuários no mundo

Usuário jogando com um tablet
Foto: EFE
 

Em um período de 30 anos, passamos de complexos e gigantescos computadores para computadores portáteis muito mais potentes que os primeiros. De cartões perfurados para introduzir a informação, a telas táteis. De discos de vinil a arquivos digitais; do videotape ao YouTube. E hoje em dia podemos ter tudo isto na palma das mãos.

Não só o temos de forma simples, mas também podemos escolher marcas, cores, tamanhos e funcionalidades. O universo da tecnologia portátil oferece um sem-fim de aparelhos, entre as quais dois se destacam: os telefones inteligentes (smartphones) e os tablets.

O mercado para este tipo de dispositivo disparou nos últimos anos: segundo dados da firma de pesquisa e assessoria Gartner, somente no último quadrimestre do ano 2011 foram vendidos cerca de 149 milhões de smartphones. Além disso, esta mesma empresa de consultoria trabalha com estimativas de que cerca de 119 milhões de tablets serão comprados durante 2012.

Qual aparelho me convém?
Faz chamadas, não faz? Posso reproduzir vídeos? Se conecta à internet? Posso fazer fotos? Posso levá-lo no bolso? Abaixo, você encontrará um pequeno guia para ajudá-lo a tomar a decisão de entrar, ou não, neste mundo e com qual dispositivo.

O tamanho médio dos cinco smartphones mais vendidos no portal amazon.com é de 12,9 centímetros de comprimento, por 6,7 centímetros de largura e somente 8,9 milímetros de espessura, com um peso médio de 135,5 gramas.

Os tablets - também tendo como referência a média dos cinco mais vendidos na amazon.com -, por sua vez, são muito maiores e pesados, se é que uma média de 502 gramas pode ser considerado assim. O tamanho também é ostensivamente maior, com médias de 21,6 centímetros de comprimento por 15 centímetros de largura, com uma espessura de 11,3 milímetros.

A este respeito, Nacho Palou, editor de um blog especializado no assunto, comenta que a vantagem neste quesito é para os smartphones.

"Ao contrário dos tablets, os celulares sempre estão à mão, no bolso ou na bolsa. São os únicos dispositivos tipo computador que realmente merecem o qualificativo de 'móveis'".

Conectividade
Na chamada aldeia global, conexão é igual à informação, a comunicação, a existir. Assim, os meios que você tiver a sua disposição em seu aparelho podem fazer dele, desde a ferramenta final, até um peso de papel com luzes muito caro.

Os smartphones estudados têm, além da lógica função de fazer uma ligação, conectividade 3G - isto é, a possibilidade de acesso à internet onde estiver -, Wi-Fi para conectar-se a redes, além de outros meios como "bluetooth" ou portas USB.

Os tablets, diretamente, não são telefones e não funcionam como tal. É certo que têm conexão via Wi-Fi e alguns, a minoria, a possibilidade de ter tecnologias 3G ou 4G integradas. No entanto, o desenvolvimento dos tablets é justamente voltada para a total conectividade.

Javier Peñalva, editor de um blog sobre tecnologia, corrobora essa afirmação: "Embora atualmente o tablet fique principalmente em casa, sua popularidade e margem de melhora lhe abrirá as portas da rua, e com isso, a conectividade 3G será fundamental".

Aplicativos, o segredo
O blogueiro Nacho Palou observa: "As pessoas não querem um tablet com quatro processadores somente porque ele tem esses quatro processadores. Elas querem o tablet para que possam usar aquele aplicativo de que todo mundo fala".

Os aplicativos são a joia da coroa de todos estes dispositivos. Embora outras características possam ser mais funcionais, ou que façam com que seu dispositivo seja mais ou menos potente, os pequenos programas são os que acabam pendendo a balança para um lado ou outro.

E aqui, ganham os tablets. Embora por potência e capacidade de armazenamento não haja muita diferença entre estes e os telefones inteligentes, o tamanho, que antes era propício aos celulares, agora é um diferencial para estes computadores planos.

Com uma superfície de tela praticamente duas vezes maior, os tablets vencem neste quesito. A facilidade de manejo e a melhor visibilidade nestes dispositivos fazem com que seja muito mais cômodo executar aplicativos neles.

Você escolhe
A primeira pergunta que deveria ser feita é: "Eu preciso de um telefone celular novo ou não?" Se precisa, deveria escolher um smartphone. Se você está contente com seu celular e o que quer é um aparelho onde possa ter a sua disposição aplicativos, ver filmes ou jogar, o tablet é sua melhor opção.

Mas claro, o preço também é importante. Os tablets estudados saem em média por US$ 365 - com sensíveis variações em função de conectividade e capacidade de armazenamento -, enquanto os smartphones custam uma média de US$ 478.

Mas é preciso levar em conta as ofertas oferecidas pelas companhias telefônicas para os telefones deste tipo, que fazem o preço a ser pago ser bem menor, ofertas que não estão disponíveis para tablets, ou não têm demais sentido ainda.

Javier Peñalva diz: "As tarifas de dados especiais para seu uso nestes equipamentos não parece um elemento-chave para o consumidor em geral, porque seu âmbito de uso atualmente é sob teto e com Wi-Fi".

EFE