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Celulares poderão recarregar sozinhos com célula solar

6 dez 2012
08h09

Criada por cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, em parceria com a empresa Molecular Solar Ltd, pertencente à instituição, uma célula orgânica solar poderá evitar que a bateria do celular acabe e deixe o usuário na mão. Capaz de gerar uma tensão suficientemente alta para carregar uma bateria de íons de lítio sem precisar conectar várias células em série, um único módulo apresenta um bom desempenho em diferentes condições solares, podendo ser utilizado em aparelhos eletrônicos, como tablets, câmeras e celulares.

Criada por cientistas de uma universidade inglesa, célula orgânica solar poderá fazer com que aparelhos eletrônicos recarreguem suas baterias sozinhos
Criada por cientistas de uma universidade inglesa, célula orgânica solar poderá fazer com que aparelhos eletrônicos recarreguem suas baterias sozinhos
Foto: Getty Images



"Por fornecer energia em uma tensão muito alta, a célula solar pode recarregar uma bateria diretamente, mesmo em níveis baixos de luz e sombra parcial", destaca um dos envolvidos no projeto, o professor assistente de química da Universidade de Warwick Ross Hatton.Consideradas a terceira geração da tecnologia solar, as células orgânicas fotovoltaicas são leves, baratas e compatíveis com diferentes tecnologias, o que as torna facilmente utilizáveis em dispositivos eletrônicos portáteis.



Dessa forma, essas células são um grande avanço tecnológico na busca pela fabricação de aparelhos eletrônicos com baixo consumo de energia. Em seus testes, os cientistas do departamento de química da universidade produziram até 7 volts em circuito aberto com as células fotovoltaicas, potência muito superior aos 4,2 volts necessários para recarregar uma bateria de íons de lítio.



Nessa fase do projeto, a Molecular Solar Ltd está transformando a pesquisa realizada em laboratório em módulos de aplicação prática, a fim de tornar a tecnologia comercializável. "Atualmente, a Molecular Solar Ltd está fabricando módulos de células de alta voltagem do tamanho de cartões de crédito, integrando-os com dispositivos eletrônicos portáteis com baixo consumo de energia. Além disso, a empresa está em busca de investimento para fabricar a primeira geração dos seus módulos", afirma o professor assistente de química da Universidade de Warwick.



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