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Com realidade aumentada, público viaja no tempo em São Luís

13 nov 2012
07h51
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Tablets, smartphones e recursos de realidade aumentada são utilizados para transportar visitantes ao passado de 200 anos atrás da cidade de São Luís, capital do Maranhão. Com a ajuda da tecnologia, a Mostra Interativa do projeto Semente Digital, desenvolvido pelo Laboratório de Convergência de Mídias (Labcom) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), propõe a preservação da memória e do patrimônio histórico do município em uma mostra que reúne fotos antigas e animações digitais.

Ferramentas de realidade aumentada permitem que visitantes visualizem como São Luís era até dois séculos atrás
Ferramentas de realidade aumentada permitem que visitantes visualizem como São Luís era até dois séculos atrás
Foto: Labcom/UFMA / Divulgação



Para cumprir seu objetivo de educação patrimonial, o projeto dispõe de várias tecnologias para apresentar o Centro Histórico. "Em vez de palestras, vamos utilizar experimentos interativos", detalha o coordenador do Semente Digital, professor Márcio Carneiro dos Santos. São seis áreas com diferentes atividades. Em uma delas, uma janela de vidro comum se converte na "Janela do Tempo", através da qual as pessoas podem visualizar como era a cidade há dois séculos - basta apontar o tablet disponibilizado pelos monitores da mostra.



Outras atrações são duas telas com projeção de fotos registradas em 360 graus, que podem ser manipuladas pelos visitantes a partir de gestos - duas câmeras Kinect foram instaladas para permitir a interação. O coordenador afirma que o ambiente tem luz reduzida, próprio para uma experiência imersiva. Além disso, cozinha e sala típicas da região no século 19 retratadas no Museu Histórico e Artístico do Maranhão são reproduzidas com a tecnologia Photosynth. Segundo o professor, trata-se de uma supercomposição com várias fotos do mesmo ambiente, formando um painel que possibilita a visualização do local a partir de vários ângulos, mesmo a distância. A interatividade também está na exposição das fotos selecionadas em um concurso promovido antes da mostra. Santos diz que é possível observar a foto normalmente e, com o tablet ou o smartphone, obter informações sobre o autor do trabalho.



Um protótipo de livro com realidade aumentada também será apresentado aos visitantes. Com quatro páginas, a publicação terá apenas textos e imagens à primeira vista. Com a ajuda de um tablet ou um smartphone, contudo, o usuário vai deparar com conteúdos como animações, vídeos e áudios. A ideia é expandir o exemplar e publicá-lo no ano que vem, para apresentar o Centro Histórico com uma proposta mais didática.



Mostra terá continuidade

Idealizado como um projeto de educação patrimonial, o Semente Digital (que deu seus primeiros passos em 2010) realizou a mostra pela segunda vez em outubro deste ano, no laboratório de televisão da UFMA, como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A principal motivação, afirma o coordenador, foi o desconhecimento da população em relação aos problemas enfrentados para preservar o conjunto de casas construídas ainda na época do Brasil Colonial. "Queremos passar isso de modo diferenciado, encontrar um jeito de levar a questão também para os mais jovens", destaca Santos.



A mostra terá continuidade a partir do lançamento do Núcleo de Pesquisa e Inovação em Mídias Digitais e Tecnologias do Audiovisual, em uma casa no próprio Centro Histórico de São Luís. A previsão é de que o local seja inaugurado até o fim de novembro e abrigue a Mostra Interativa por pelo menos um ano, além de outros projetos culturais.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

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