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iPad fabricado no Brasil chega às lojas, mas preço não cai

13 jul 2012
11h26
atualizado às 13h34

Já estão sendo vendidos no Brasil unidades do iPad fabricadas nacionalmente, na fábrica da Foxconn em Jundiaí, no interior de São Paulo. A loja online da Apple comercializa a segunda e terceira gerações do aparelho com fabricação nacional, mas o preço continua o mesmo do tablet que era importado da China, apesar das isenções fiscais que recebe para ser produzido no País.

Novo iPad começou a ser vendido nos Estados Unidos e em outros nove locais em 16 de março
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Foto: AFP

A Foxconn foi autorizada em janeiro a fabricar tablets no País com incentivos fiscais, dentro do Processo Produtivo Básico (PPB), com isenção da cobrança de PIS/Cofins e redução do IPI de 15% para 3%. Contatada pelo Terra, a Apple afirmou que não comenta sobre a fabricação de produtos. A Foxconn ainda não se pronunciou sobre o assunto.

A lei que inclui os tablets no regime que dá incentivos fiscais para produção de bens de informática foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de outubro do ano passado. Em maio de 2011, uma medida provisória estabeleceu a inclusão dos tablets pouco depois que membros do governo anunciaram que a taiwanesa Foxconn estava avaliando fabricar produtos da Apple no país, incluindo o tablet iPad.

Para terem direito aos benefícios tributários, as fabricantes precisam atender ao Processo Produtivo Básico (PPB), que representa o conjunto mínimo de etapas que caracterizam a industrialização local de determinado produto. De acordo com o secretário de Políticas de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida, as regras do PPB não exigem que as companhias reduzam os preços dos aparelhos.

"Ano passado o governo agiu para criar condições para atrair a indústria de tablet para o Brasil e colocou o aparelho na Lei do Bem. O consumidor vai ver o beneficio na queda no preço na medida que o mercado e a escala aumentarem. O que o ministério espera que aconteça, ao criar o beneficio para a indústria como um todo, é criar competição", afirmou o secretário ao Terra.

Segundo Almeida, o objetivo de atrair a indústria para o País deu certo: 36 companhias já pediram autorização para fabricar tablets no Brasil dentro do Processo Produtivo Básico, e 17 delas já conseguiram. Entre as fabricantes nacionais do aparelho estão a Foxconn, que monta o iPad, Semp Toshiba, Samsung, Motorola e Positivo.

"Essas empresas estão produzindo aqui um equipamento de classe mundial, e essa tecnologia vai se irradiando, o ecossistema industrial se alimenta dessa tecnologia", afirma o secretário.

No caso dos tablets, o PPB determina que pelo menos 50% das placas-mãe usadas nos aparelhos sejam fabricadas no País. Para este ano, as regras exigem que 80% da placa-mãe, 20% da memória e 50% dos carregadores sejam nacionais. As empresas precisam também investir pelo menos 4% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.

Em 2013, 95% da placa-mãe precisa ser fabricada em território brasileiro, 50% da placa Wi-Fi, 20% da placa 3G, 30% da memória e 80% dos carregadores. Para 2014, as empresas têm que, obrigatoriamente, usar telas fabricadas no País, componente que hoje é produzido em apenas quatro países asiáticos.

Fonte: Terra

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