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iPhone e Android têm design de interação inferior ao Windows Phone

6 nov 2012
07h30

Na guerra dos smartphones, quem leva a melhor no design de interação? Para um dos mais renomados profissionais da área no mundo, Donald Norman, é a Microsoft. "Android e iPhone não são bem desenhados para ajudar o usuário a tomar decisões. A Microsoft tem boa interação de design. O Windows Phone tem design superior por ter significados naturais. A tela do Windows Phone te sugere que ainda há algo para ver", afirmou Norman.

Don Norman diz que o Brasil tem futuro no design de interação
Don Norman diz que o Brasil tem futuro no design de interação
Foto: Divulgação

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Ex-vice-presidente do Grupo de Tecnologia Avançada da Apple na década de 1990, Norman esteve no Brasil no último fim de semana para falar sobre como se pode facilitar a interação do usuário com novas plataformas tecnológicas. Donald Norman foi a grande atração do último dia do ciclo de palestras Interaction South America 2012, realizado em São Paulo. Para o especialista americano, o futuro do design está no Brasil.

Ele se disse impressionado com o entusiasmo e habilidade dos designers brasileiros. O País está na frente de liderança dos novos desenvolvimentos e, como as tecnologias estão mais baratas e disponíveis com maior imediatismo, ele acredita que o Brasil pode assumir a vanguarda nessa área. Don Norman acredita que os BRICs (acrônimo geralmente utilizado para designar Brasil, Rússia, Índia e China) vão liderar o futuro. Nesse caso, porém, a sigla assume um novo significado: Brasil, as Relações, a Interação e a China.

Norman é professor da Universidade Northwestern, autor de O Design do Dia-a-Dia e Design Emocional: Por que Adoramos (ou Detestamos) os Objetos do Dia-a-dia. Para ele, a tecnologia atual suscita questões importantes para sua área: "Como vamos controlar tudo? Por gestos? Controle autônomo? Como ficaremos?". Sem oferecer respostas imediatas, o cofundador do Grupo Nielsen Norman garante: "todos esses produtos vão requerer que as empresas entendam as pessoas".

As pessoas são, aliás, as principais prejudicadas por dispositivos mal planejados, pouco focados na experiência - por mais avançados que sejam em suas características técnicas. Norman acredita que o design de interação tem muito a progredir nas máquinas atuais. Seria esse o motivo pelo qual ficamos tão frustrados e irritados com as tecnologias. Para ele, o objetivo principal dos produtos deveria ser integrar emoção com interação.

Preocupação com o futuro e liderança brasileira
O especialista acredita que vivemos uma época animadora, em que muitas oportunidades nos aguardam. Os produtos estão cada vez mais compreensivos, a interação é possível através de gestos, da voz, de movimentos - até de nossa localização. As relações interpessoais ganham importância, e os próprios dispositivos podem melhorar essas relações humanas.

Norman cita o exemplo da impressão 3D e o novo método de manufatura (aditiva) possibilitado por essa tecnologia para afirmar que todas as capacidades que mencionou estarão em breve ao alcance da população, podendo inclusive ser desenvolvidas em casa. "Essa é uma grande mudança", disse um entusiasmado Don Norman. Ao mesmo tempo, porém, a não ser que essas novas possibilidades sejam abordadas com cuidado e inteligência, a época pode se tornar assustadora, de acordo com ele.

Fonte: Terra
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