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Empresas de TV paga detalham planos para melhoria de serviços

28 nov 2012
14h39
atualizado às 19h04

As principais empresas de TV paga do Brasil detalharam seus planos de ações para melhoria na prestação de serviços, após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter exigido medidas para reduzir o número de reclamações no setor.

Ao todo, seis empresas até o momento entregaram seus planos para o regulador, o qual ainda não vê motivos para sanções mais extremas como a suspensão das vendas.

A Net, maior fornecedora de serviços de TV paga do país em número de assinantes, identificou entre os principais motivos das reclamações a qualidade do sinal, cumprimento de agenda, informação correta sobre a mensalidade e tempo e qualidade de atendimento.

Para infraestrutura, a empresa do grupo mexicano de telecomunicações América Móvil disse mobilizar 700 frentes de trabalho para melhorar sinal de seus serviços, com finalização prevista para março de 2014. Para melhorar o atendimento presencial e a manutenção serão investidos cerca de 100 milhões de reais em ferramentas de gestão e treinamento.

Já a Vivo TV, Telefônica Brasil, busca reduzir em 61 por cento as reclamações relativas a cobrança até outubro de 2013, com medidas como simplificação dos serviços, maior transparência e garantias nesses processos, inclusive com penalização de fornecedor.

A empresa busca também cortar em 52 por cento reclamações com reparos de serviços, comprometendo-se com rápido restabelecimento do sinal, e em 30 por cento as queixas com cancelamentos dos serviços, igualmente até outubro do próximo ano.

Para a subsidiária do grupo espanhol Telefónica, entretanto, para atingir a meta é preciso levar em conta a "descontinuidade da tecnologia MMDS (distribuição de sinal por radiofrequência)".

"Mesmo oferecendo a migração para outra tecnologia, há resistência natural dos usuários na mudança e, em alguns casos, pode haver inviabilidade técnica de fazer esta mudança, o que pode gerar reclamações", disse a Telefônica Brasil em seu plano.

A GVT, do grupo francês Vivendi, identificou como principais causas de reclamações problemas técnicos, atraso em instalação e reparos e problemas de cobrança.

Para se dirigir a isso, uma das medidas adotadas pela GVT é utilizar mão-de-obra própria, que "mostrou-se a solução mais confiável e estável no médio e longo prazo", com aumento no quadro de instaladores e reparadores e mais treinamento.

Sobre cobranças, a empresa promete melhorar o processo de comunicação com clientes, enquanto para os problemas técnicos é almejada mais redundância geográfica, que permitiria um apoio caso os sistemas venham a falhar.

Para a Claro TV, representada pela Embratel, também do grupo América Móvil, algumas das ações apresentadas foram a ampliação das inspeções de qualidade, a criação de um comitê de faturas e a construção de centro de transmissão de contingência em 2012, entre os outros.

"Informamos que os investimentos feitos em 2012 referentes a esses planos totalizam 60 milhões de reais", segundo a Embratel.

Os planos de ação da Oi e da Sky não puderam ser imediatamente acessados em um comunicado enviado pela Anatel.

De acordo com relatório da Anatel, a meta é de 0,65 reclamação a cada 1000 assinantes, ao passo a maioria das operadoras fica acima de uma reclamação de janeiro a julho deste ano. As que receberam mais queixas no período de foram Oi TV e GVT.

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