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Euforia das lan houses já passou, diz membro do Cetic

1 jul 2011
20h52
Pedro Faustini
Direto de Porto Alegre

O momento de euforia das lan houses já passou há tempos. A afirmação é do coordenador da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil - TIC lan houses 2010, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, Winston Oyadomari. Segundo ele, quem quiser se manter no ramo pode ter dificuldades, pois a internet se dissemina cada vez mais nos domicílios das pessoas. "Imaginamos as lan houses como locais de capacitação. As oportunidades que nosso estudo aponta são imensas, cabe aos empreendedores captarem essa mensagem", disse.

Para Oyadomari, lan houses precisam rever modelo de negócios
Para Oyadomari, lan houses precisam rever modelo de negócios
Foto: Pedro Faustini / Terra

Esses estabelecimentos, segundo Oyadomari, não deverão acabar, mas sofrer alterações e funcionar como um local de oferta de serviços que nem sempre estão acessíveis nas residências das pessoas. Uma lan house que visitou na Coreia do Sul, exemplifica Oyadomari, tinha uma impressora que imprimia plantas. "Vi alunos de uma escola que iam imprimir maquetes de um trabalho", disse. Em outro caso, no sul de Frankfurt, na Alemanha, ele conheceu uma lan house voltada a imigrantes que buscavam no local um serviço para ligações internacionais.

Durante a palestra, ele mostrou alguns números que apontam que, pela primeira vez, o número de acessos à internet através de lan houses diminuiu entre 2009 e 2010. Dos 61 milhões de usuários de internet no País em 2010, 21,1 milhões acessavam a partir de lan houses, contra 25,7 milhões de usuários nesses estabelecimentos no ano anterior.

Algumas lan houses já estão atentas a oferecer outros tipos de serviços, segundo ele. Negócio tipicamente familiar (80% das lan houses são geridas por famílias e 97% tem até três funcionários), 44% tem outras atividades comerciais no local, como padaria e xerox, por exemplo.

Em 2010, aponta o estudo, 35% dos domicílios brasileiros tinham computador, contra 32% em 2009. Já o acesso à internet no domicílio estava em 27% em 2010 contra 24% em 2009. O estudo completo do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic) pode ser acessado em http://www.cetic.br/tic/lanhouse/2010/index.htm.

Fonte: Terra
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