Tecnologia

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23 de julho de 2010 • 17h11 • atualizado às 19h41

Fisl11: novo líder do projeto diz que Fedora é a solução

Smith aponta a estabilidade, a leveza e a ausência de bugs como diferenciais do Fedora
Foto: Rafael Maia / Redação Terra
 
Rafael Maia
Direto de Porto Alegre

Pense em um sistema que seja livre e que agregue valores como confiabilidade, solidez, inovação e leveza. Qual seria a resposta? Para o novo líder mundial do projeto Fedora, Jared Smith, a ferramenta que ele comanda é a solução.

O Fedora é um sistema de operação que funciona a partir do Linux com as tecnologias mais avançadas de código aberto e software livre. Para Smith, ele é mais do que isso. "Imagine um lugar em que você pode conseguir tudo de graça e com segurança: as ferramentas para construir a sua vida online. Em palavras simples e objetivas, esse é o Fedora", definiu.

Falar de "tecnologia que liberta" em um país que não possui ferramentas e acesso bem distribuídos, como é nos Estados Unidos, por exemplo, poderia ser um obstáculo para o projeto, que se lança em escala global. Para Smith, no entanto, isto é um desafio. "Existe uma grande diferença, é claro, que influencia nas estratégias do projeto aqui, no Chile, na Rússia. Fedora entende as especificidades locais, os costumes, a cultura, a língua e trabalha em cada sociedade de uma maneira diferente e personalizada", explicou em entrevista ao Terra durante o fisl11.

A inciativa é composta por diversas pessoas ao redor do mundo e qualquer indivíduo está convidado a utilizar, modificar e distribuir o Fedora. No Brasil, os usuários podem acessar o site pelo endereço Fedoraproject.org/pt. Como diz Smith, Fedora não trabalha com os meios para se chegar a um final. Ele é o estágio mais avançado e os usuários precisam exercer seu papel ativo neste jogo.

Outro uso em crescimento e cada vez mais consolidado do Fedora está no mundo acadêmico. "Há dezenas de universidades, inclusive no Brasil, que utilizam nosso projeto porque ele é mais estável que os semelhantes, é mais leve e não há razão para se preocupar com bugs. Isso, aliás, é o diferencial do Fedora no mundo", afirmou.

Segundo Smith, a importância de eventos como o fisl é central. A reflexão sobre o processo colaborativo do usuário na construção de um mundo digital que efetivamente pertença a todos é a razão de sua existência. "Eventos como o fisl tornam-se relevantes na medida em que incitam a dicussão e fazem as pessoas pensarem que absolutamente tudo que elas pagam para ter na iInternet, elas podem ter de graça", disse.

O fisl11 se realiza em Porto Alegre, no Centro de Eventos da PUCRS, até este sábado. O Terra TV transmite as palestras ao vivo, diariamente, das 9h às 21h. Todos os vídeos sobre o fisl podem ser acessados clicando aqui.

Redação Terra