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Fabricantes de TV ameaçam ação contra Ginga e interatividade

18 jan 2012
09h22
atualizado às 09h53

O governo brasileiro pretende que 30% das TVs de tela fina saiam de fábrica, a partir de julho, com o Ginga, programa que garante a interatividade nos aparelhos. Mas as fabricantes de televisores são contra o prazo e o percentual, e ameaçam entrar na justiça caso a administração pública siga adiante com a ideia segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. A fase de testes do software só encerra em setembro, mas os planos oficiais exigem a inclusão do programa em 30% das TVs até julho, 60% em 2013 e 90% em 2014. A proposta das fabricantes é adiar para outubro, após a aprovação final do Ginga, a inclusão em 10% dos televisores, somar 50% em janeiro de 2013 e atingir 95% em 2014 - quando deve haver alta nas vendas por causa da Copa do Mundo.

Governo quer que 30% dos aparelhos tenha software até julho, mas indústria quer esperar fim dos testes, em setembro
Governo quer que 30% dos aparelhos tenha software até julho, mas indústria quer esperar fim dos testes, em setembro
Foto: Divulgação

Em reunião na terça-feira, representantes de 10 indústrias se encontraram na associação do segmento de eletrônicos, a Eletros, e chegaram ao consenso de que não podem "vender um produto que não funciona", segundo o presidente da entidade, Lourival Kiçula. A Eletros afirma que, além de o software ainda estar "rateando", existe o fato de que menos da metade das casas brasileiras recebe o sinal digital, ou seja, mesmo que a TV nova tenha o Ginga, a interatividade não será possível. Além disso, a inclusão do programa aumentaria em cerca de R$ 180 o preço final dos aparelhos, de acordo com os cálculos da Eletros. Fontes do governo, por outro lado, alegam que o processo de implantação já está muito atrasado.

Fonte: Terra
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