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Sexta, 12 de maio de 2006, 15h23 Atualizada às 16h28

Alcançar o Google e o Yahoo demora, diz Ballmer

A meta do presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, para os próximos cinco anos é a conquista de fatia maior do lucrativo mercado de publicidade online dominado pelo Google e pelo Yahoo, disse o executivo. Falando em almoço com executivos do Vale do Silício, Ballmer disse que não gosta da posição desfavorável com relação aos dois líderes da publicidade na Web, mas previu que a persistência e a capacidade da produtora de software para criar novas tecnologias permitirão que ela recupere o terreno perdido.

"Não acredito que veremos alguma transformação da noite para o dia", disse Ballmer. "O prazo terá de ser mais longo. Faz sentido para nós falar em cinco anos." A Microsoft está realizando um grande esforço no segmento de serviços via Web, e prometeu que continuará investindo em diversas tecnologias, na tentativa de transformar a maneira pela qual empresas e pessoas utilizam a Internet.

O cerne do plano da empresa é o Windows Live, uma central serviços bancados por publicidade, que inclui de email a blogs, passando por um serviço de mensagens instantâneas, cujo objetivo é obter mais participação no crescente mercado de publicidade online. Esse mercado, de acordo com a estimativa da Forrester Research, deve crescer dos atuais US$ 15 bilhões para US$ 26 bilhões ao ano em 2009.

Rick Sherlund, analista do Goldman Sachs, estima que os planos da Microsoft envolvem investir US$ 2 bilhões adicionais, no ano fiscal que começa em julho, com boa parte desse investimento direcionado à criação de um modelo de negócios online bancado por publicidade, à maneira do Google e Yahoo. Ballmer reconheceu que a maior produtora mundial de software ficou para trás do Google e do Yahoo, mas disse que não é tarde demais para que a Microsoft conquiste mais assinantes e usuários.

"Estamos um pouco atrasados nesse jogo", disse Ballmer. "Mas ao final do dia o resultado dependerá da capacidade de criar um mercado de massa para os anunciantes e consumidores."

Reuters

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