Os humanos virtuais não têm nomes e possuem características distintas, incluindo gênero, expectativa de vida, tamanho e metabolismo. Estas características são passadas adiante quando se reproduzem, mas tais seres também serão capazes de aprender e ganhar novas características.
Segundo Eiben, muita pesquisa tem sido feita em torno da inteligência artificial, mas sem focar em como seres artificiais interagem. Os resultados do trabalho poderiam ser aplicados a diversos campos de estudos. "Você poderia usá-lo como base para construir um grupo de robôs de forma que este conjunto como um todo se comportasse de uma forma especificada", exemplifica. Sociólogos, antropólogos e políticos poderiam usar a pesquisa para simular reações a determinados eventos.
Os pesquisadores irão descobrir como os seres virtuais aprendem e interagem utilizando "árvores de decisões" que representam suas mentes. Estes organogramas mostrarão itens como prioridades, por exemplo, se um ser pensa que comida é mais importante que sexo, Eiben diz. Além disto, pretendem observar como eles aprendem a falar, trabalham juntos para obter e estocar comida e fazem distinção entre amigos e inimigos, dentre outras ações.
O projeto, que começou em setembro de 2004, continua até setembro de 2007 e a Comissão Européia investiu o equivalente a US$ 2 milhões no projeto, de acordo com o site Info World.
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