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Segunda, 29 de maio de 2006, 12h53 Atualizada às 12h52

Ministro Gilberto Gil defende "cultura hacker"

O ministro de Cultura, Gilberto Gil, defendeu hoje em Barcelona a cultura "hacker", na abertura do Congresso Global da internet que, durante quatro dias, analisará as tendências e desafios do mundo em rede. "Eu, Gilberto Gil, como ministro de Cultura do Brasil e como músico trabalho a cada dia com o impulso da ética hacker", disse.

De acordo com o ministro, é preciso diferenciar os hackers dos "crackers" que, em sua opinião, são piratas da informática comuns. Ele classificou os hackers como primeiros "militantes da contracultura a ver no computador uma fantástica ferramenta de comunicação". Gil opôs o mundo "hacker" ao que chamou de "ortodoxia analógica reacionária", defendeu a aposta no software livre e disse que "a internet permite criar espaços de igualdade".

Para o ministro, "os hackers inovam, resolvem problemas e exercitam a organização de cooperação mútua e voluntária", o que se encaixaria perfeitamente no espírito inicial da internet. Gil, no entanto, advertiu que "a revolução tecnológica não pode se justificar por si mesma. Ela deve ser refletida no benefício e bem-estar dos povos".

O ministro citou, como exemplo, o programa "Um PC para todos", desenvolvido pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disseminar o uso de computadores a preços acessíveis e equipados com software livre. "Graças à internet, um índio do Amazonas pode oferecer seus cestos artesanais a compradores do Primeiro Mundo evitando intermediários e conseguindo, por isso, um preço cem vezes superior ao que recebia antes e, ao mesmo tempo o comprador consegue descontos enormes", disse Gil.

EFE

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