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Terça, 6 de junho de 2006, 12h33

Sony mostra nova câmera que permite troca de lentes

A Sony revelou hoje sua primeira câmera digital do tipo SLR, modelo que permite a troca de lentes, mirando contra as rivais Canon e Nikon no segmento mais lucrativo e de crescimento mais rápido do mercado de câmeras digitais. A Sony, que recentemente comprou os ativos da Konica Minolta no segmento de lentes single-lens reflex (SLR), planeja lançar sua primeira câmera digital SLR no mercado mundial em julho.

A empresa quer conquistar pelo menos 10% de participação em termos globais no ano fiscal que se encerra em março de 2007. As câmeras SLR em geral são mais caras e oferecem desempenho melhor do que os modelos compactos, mais simples, que fotografam automaticamente.

A Sony é a segunda maior fabricante mundial de câmeras digitais, atrás da Canon, mas todo o seu faturamento vem dos modelos compactos, já que a empresa não estava equipada para produzir câmeras SLR convencionais. Essa incapacidade não permitiu que a companhia ingressasse mais cedo no segmento.

A falta de um modelo SLR em sua linha de produtos era um ponto fraco para a Sony, porque as câmeras com lentes intercambiáveis oferecem margens de lucros mais altas do que as compactas, que são muito mais fáceis de produzir e estão sob intensa pressão de preço por conta da enxurrada de fabricantes de baixo preço, sem falar dos celulares fotográficos que estão ampliando a qualidade das imagens que conseguem fazer.

A Sony espera que o chassi de sua câmera digital SLR seja vendido por cerca de 100 mil ienes (US$ 890), no Japão, e que um kit completo com o chassi e uma lente saia por cerca de 120 mil ienes.

Esse valor colocará o produto da Sony perto da marca mais baixa de preços no mercado SLR digital, mas o tornaria mais caro que os modelos SLR básicos de rivais como Canon, Nikon, Pentax e Olympus, vendidos por menos de 100 mil ienes.

Damian Thong, analista da Macquarie Securities, disse que é improvável que Canon e Nikon se preocupem demais com a chegada da Sony ao segmento de câmeras digitais sofisticadas. "Não a vejo como grande ameaça aos negócios essenciais da Nikon e Canon, que historicamente envolvem tanto fotógrafos profissionais quanto amadores avançados", disse o analista.

Reuters

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