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Tecnologia

 
 

Fundador do Google faz campanha por neutralidade da Internet

08 de junho de 2006 14h11 atualizado às 14h39

O co-fundador e presidente do Google, Sergey Brin, reuniu-se com congressistas dos Estados Unidos nesta terça-feira para pressionar por uma legislação que impeça os provedores de acesso à Internet de cobrarem mais dos sites por uma distribuição mais rápida de seu conteúdo.

O Google, a Microsoft e outros grandes operadores de sites de Internet se uniram a proprietários de pequenos sites a fim de combater os esforços de provedores de acesso em banda larga como a AT&T e a Verizon Communications que querem oferecer redes de desempenho mais rápido a empresas que paguem mais. A questão foi designada como "neutralidade da Internet" por aqueles que se opõem a um sistema duplo de acesso e preços.

"A única maneira possível de criar uma via rápida que seja útil, ou seja, pela qual as pessoas estejam dispostas a pagar, é que existam vias lentas", disse Brin a jornalistas depois de uma reunião com o senador John McCain, membro do comitê do Senado que supervisiona as questões de telecomunicações.

Brin reconheceu que grandes empresas como o Google provavelmente seriam capazes de fechar acordos com os proprietários de redes para garantir a distribuição de seu conteúdo. Mas acrescentou que o serviço de buscas do Google só tem valor se os consumidores obtiverem acesso rápido aos sites que os resultados mencionam. "A tese é que alguns fornecedores de conteúdo pagariam por serviços mais rápidos. Por que eles pagariam? Simplesmente porque se sentem generosos com relação às empresas de telecomunicações e provedores de acesso?", questionou Brin. "Presumo que estariam pagando porque de outra maneira teriam desempenho pior, ou talvez seus sites não funcionassem."

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos poderá votar ainda esta semana um projeto de lei de telecomunicações que não inclui a proteção à neutralidade da Internet solicitada pelo Google. Mas o projeto de lei determinaria que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos fizesse cumprir a declaração de política que a agência divulgou em 2005 quanto à banda larga, na qual os consumidores têm direito de acesso ao conteúdo e aos aplicativos que preferirem.

Críticos como Brin dizem que essas provisões não bastam, e querem que a versão do Senado para a nova lei de telecomunicações empregue linguagem mais vigorosa. Brin disse que não sabia "como McCain se posicionará sobre o tema".

Reuters
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