De acordo com o site da CNN, a técnica coloca em relevo algo que já se tornou lugar-comum no mundo moderno - o uso de vídeos amadores e câmeras de celulares para imortalizar momentos nas vidas das pessoas ou mesmo para o registro de notícias e eventos, tal como no caso freqüente de emissoras de TV que põem no ar cenas de acontecimentos importantes captadas por cinegrafistas amadores.
No entanto, fazer filmes usando celulares esbarra em sérias limitações técnicas como a dificuldade de filmar no escuro ou a falta de microfones de alta qualidade. O filme em sua maior parte mostra close-ups e a imagem, embora nítida de forma geral quando vista em um computador, é um pouco tremida.
Mencarini diz que o filme poderia ser visto em telas maiores, embora "não vá ter alta definição". Os diretores do filme disseram que não foi feita pós-produção nas imagens. Os baixos custos e a grande flexibilidade foram listados entre as razões porque Mencarini e a co-diretora Barbara Seghezzi decidiram usar um telefone celular. A técnica oferece a vantagem de ser intimista, levando as pessoas a se abrir um pouco mais facilmente, o que ajuda em um documentário cuja temática é amor e erotismo.
Ano passado os diretores passaram dois meses entrevistando cerca de 700 pessoas na Itália, em bares, mercados e na praia. Cerca de 100 delas estão no filme. O aparelho tinha memória suficiente para cerca de uma hora de gravação, e as cenas eram transferidas para um computador aproximadamente a cada dois dias.
A idéia dos diretores era fazer uma versão moderna do documentário Love Meetings de Pier Paolo Pasolini, de 1965. Em seu documentário, Pasolini entrevistava italianos para descobrir suas visões sobre sexo na Itália do pós-guerra. Atitudes pelo país afora mostravam que as pessoas tinham diversos tabus e a auto-censura imperava.
New Love Meetings explora temas que vão desde as primeiras experiências sexuais até homossexualidade e ciúmes, em entrevistas que incluem transexuais e um padre. E descobre que as coisas não mudaram tanto assim. "Quando se trata de sexualidade, um certo mal-estar ainda está ali, os tabus e problemas persistem", comenta Seghezzi.
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