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Segunda, 26 de junho de 2006, 12h34 Atualizada às 17h46

Antigas crenças criam estratégia para Web na Índia

Empresas indianas estão recorrendo agora às antigas filosofias do vaastu shastra e do feng shui chinês, usadas por séculos para propiciar equilíbrio e harmonia entre o homem e seu ambiente, em um esforço por reforçar seus negócios com a criação de páginas da Web "equilibradas". Os adeptos do vaastu shastra dizem que a ciência indiana, cujo objetivo é criar harmonia entre os cinco elementos da natureza - terra, fogo, água, ar e espaço -, o homem e os objetos, pode ser aplicada diretamente à Web, da mesma maneira que é aplicada na decoração de casas.

"Da mesma forma que o mundo compreende cinco elementos básicos, cada site tem cinco elementos, e é preciso que eles estejam balanceados uns com relação aos outros", diz o doutor Smita Narang, autor de Web Vaastu, um livro que combina as normas do vaastu à Internet. O livro se provou popular junto às empresas. "A terra é o layout, o fogo é a cor, o ar é o HTML, o espaço é o nome do site e a água é a fonte e a disposição gráfica", diz Narang, acrescentando que cada um dos elementos precisa ser escolhido cuidadosamente, e colocado em equilíbrio com os demais.

Narang, um especialista em vaastu que passou quatro anos analisando cerca de 500 sites, diz que um site que não seja projetado de acordo com as regras do vaastu atrairá poucos visitantes e afetará os negócios negativamente. Os seguidores do feng shui, que promove a idéia da remoção de objetos desnecessários a fim de permitir o livre fluxo de energia, diz que a ciência chinesa pode ser usada para os mesmos propósitos.

"Um site em que a cor incomoda a vista, a música ofende os ouvidos ou no qual exista excesso de informação provavelmente é poluído demais, e não oferece um fluxo positivo do chi'i", disse Vikram Narayan, um especialista em feng shui radicado em Bombaim. O truque, diz Narayan, é remover as coisas que não servem a propósito algum na vida e em um site na Internet e conservar os elementos que servem a um bom propósito.

Reuters

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