Enquanto a forma de endereçamento atual, chamado protocolo IPv4, permite um teto de 4,3 bilhões de endereços IP possíveis, mal permitindo um endereço web por pessoa no planeta, o novo protocolo abrange nada menos do que 50 octilhões de endereços possíveis, permitindo, por exemplo, que cada celular e dispositivo móvel tenha um IP próprio.
Cumpre esclarecer que, ao contrário do que se poderia imaginar, o protocolo IPv5 não foi um sucessor direto do IPv4, e sim um protocolo streaming suportando áudio e vídeo. A versão 6, esta sim, volta a tratar do espaço de endereçamento IP da internet.
Dentre os últimos acréscimos ao Guia de Transição para o IPv6, o Comitê de Arquitetura e Infraestrutura do Conselho CIO americano providenciou uma lista das melhores práticas e elementos de transição que as agências devem adotar enquanto trabalham para se adequar ao prazo estipulado. As adições, publicadas em maio, são uma compilação de recomendações existentes e práticas ideais reunidas pelo departamento de defesa americano, que vem testando e preparando a transição há anos, o setor privado e a comunidade de pesquisa e desenvolvimento da Internet.
O governo americano vem instando suas agências a preparar inventários de seus equipamentos e aplicações relacionados a IP e uma análise de impacto da transição para o novo protocolo sobre seus sistemas. O documento publicado solicitava às agências realizar testes e dar treinamento adequado para garantir o sucesso da transição. As agências também devem desenvolver um plano de segurança de informação.
A maior crítica ao documento até o momento é que ele é pouco específico e não provê soluções nem procedimentos para casos mais delicados. As poucas histórias bem sucedidas de transição para o IPv6 até o momento limitam os modelos nos quais as agências podem calcar suas estratégias de transição.
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