A Intel anunciou nesta quinta-feira que demitirá mil gerentes, ou cerca de um por cento de sua força de trabalho, em tentativa de estimular a retomada do crescimento do lucro, em meio à concorrência intensificada com a rival AMD. "A ação foi decidida tanto para reduzir custos quanto para melhorar a comunicação e o processo decisório em toda a empresa", disse Chuck Mulloy, porta-voz da Intel, acrescentando que os funcionários envolvidos serão notificados esta semana.
A maior fabricante mundial de chips anunciou em abril que conduziria uma revisão completa de suas operações, com duração de 90 dias, e analistas afirmam que as demissões são provavelmente apenas a ponta do iceberg.
"Acreditamos que eles cortariam 10 mil ou mais empregos, no total, de modo que esse é um passo nessa direção", disse Eric Ross, analista da ThinkEquity Partners. "Se eles anunciaram cortes entre os gerentes, tenho certeza de que novas demissões virão."
No mês passado, a Intel anunciou que venderá sua deficitária divisão de chips para comunicações à Marvell Technology, por 600 milhões de dólares, e voltaria a se concentrar em processadores para computadores pessoais e chips correlatos.
Outra unidade de desempenho baixo e que poderia ser eliminada seria a que fabrica um tipo de memória flash comumente encontrado nos celulares, e o chip Itanium para servidores, que deveria demarcar um novo território na computação mas não conseguiu conquistar avanços no mercado, disse Ross.
A última redução da força de trabalho da Intel aconteceu em 2002, quando ela ofereceu a alguns funcionários a opção de se demitirem ou serem transferidos involuntariamente para outros postos. Algumas centenas de trabalhadores deixaram a empresa, como resultado.
A Intel não revelou muitos detalhes sobre os cortes, mas afirmou que envolvem todas as áreas geográficas em que opera e todas as suas unidades de negócios. Mulloy anunciou que informações mais específicas seriam divulgadas no momento do anúncio dos resultados trimestrais da Intel, na semana que vem.

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