
"A idéia me ocorreu ao pensar em ajudar um amigo que perdeu sua capacidade sexual depois de um acidente", explicou o fundador do site. Membro do Partido Comunista e assistente social voluntário, Lin Hai, 33 anos, trabalha em uma companhia de informática em Guangxi, uma província no sul da China. Ele se identifica com o pseudônimo porque não contou aos pais nem aos amigos sobre o site, diz o IBLNews.com.
Mas o rápido sucesso do site mostra a expansão da Internet na China, a natureza cada vez mais permissiva da sociedade e a maneira com que as pequenas - mas crescentes - minorias se afastam das tradições que dominal a cultura milenar chinesa.
"No início não acreditei que tanta gente de todo o país pudesse se interessar pelo site", disse Lin. Cerca de 60% dos usuários são pessoas que não podem manter relações sexuais, explicou ele. Os outros são "camaradas" - nome dado na China aos homossexuais que procuram um cônjuge do sexo oposto para aliviar as pressões sociais e familiares.
O site á particularmente chamativo no contexto chinês, onde se dá muita importância às relações heterossexuais e à maternidade. Mas a página "Casamento para Assexuados" é um exemplo claro de como a instituição do casamento está sendo modificada e adaptada, principalmente nas cidades, pelo vertiginoso desenvolvimento econômico e social
O governo chinês não hesita em bloquear ou censurar as coisas da Internet que não lhe agradam, mas Lin disse que não recebeu nenhuma crítica ou advertência oficial em função do site, que inclui debates sobre este tipo de casamento e uma seção de contatos.
Redação Terra
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