
Jeremy Lovell
Elas revelam um universo de detalhes impossíveis de obter com o uso dos métodos anteriores, e pesquisadores da Bristol University, no sudoeste da Inglaterra, dizem que a nova tecnologia representa um avanço tão grande para a ciência quanto o microscópio eletrônico representou há meio século.
"Estamos observando a aurora da vida", disse Phil Donoghue, o pesquisador encarregado do projeto, à Reuters. "Devido ao seu tamanho minúsculo e estado precário de preservação, os embriões são os mais raros dos fósseis."
"Mas esses são os fósseis mais preciosos porque contêm informações sobre as mudanças evolutivas que ocorreram em embriões ao longo dos 500 milhões de anos passados", acrescentou.
Em contraste com os métodos existentes de observação exterior ou seccionamento destrutivo de embriões fossilizados, a técnica de microscopia tomográfica por radiação de síncrotron e raios-X (SRXTM) mantém os minúsculos fósseis inalterados, mas oferece detalhes gráficos precisos sobre sua estrutura.
A equipe empregou um acelerador de partículas de 500 metros, na Suíça, para conduzir uma varredura profunda dos minúsculos fósseis, e usou as informações obtidas para alimentar um computador que gerou imagens tridimensionais completas e detalhadas de suas estruturas internas.
"A melhor analogia é com um exame de ressonância magnética para fins médicos... mas com resolução duas mil ou três mil vezes superior", disse Donoghue. "Podemos distinguir detalhes de dimensões inferiores a um milionésimo de milímetro."
"Podemos estudar toda e qualquer parte de um fóssil -externa e interna- sem prejudicar o espécime, e depois dissecá-lo virtualmente como preferirmos", acrescentou.
A equipe, cujas conclusões foram publicadas em artigo na revista científica Nature, afirmou que suas descobertas podem permitir grandes avanços no estudo da história evolutiva de espécies de artrópodes como insetos e aranhas.
Reuters
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