
Atualizada às 18h00 O grupo baseado em Nova York Human Rights Watch considera que o bloqueio de sites politicamente sensíveis e de termos de pesquisa é "arbitrário, opaco e injustificável" e pediu às companhias norte-americanas para ficarem ao lado de seus usuários em questões de censura.
"É irônico que companhias cuja existência depende da liberdade de informação e expressão tenham assumido o papel de censoras, mesmo nos casos onde o governo chinês não fez exigências específicas para elas", denunciou o grupo em relatório.
O documento é o mais recente episódio de uma série de críticas contra as companhias de Internet ocidentais que operam na China, acusadas de comprometerem seus princípios ao censurarem termos de busca e blogs para manterem negócios no segundo maior mercado da Web no mundo.
No caso do Yahoo, a companhia também vem sendo acusada de fornecer informações a autoridades chinesas que levaram à prisão pessoas acusadas de crimes políticos. A mais proeminente delas é o escritor Shi Tao, condenado a 10 anos de prisão por vazar segredos de Estado ao exterior.
A entidade também critica o Yahoo por censurar informações tanto quanto o site chinês de buscas Baidu.com.
O Yahoo informou que está "profundamente preocupado" sobre os problemas e que sua presença na China tem valor.
"Acreditamos que podemos fazer mais diferença ao termos uma presença limitada para depois ampliá-la, do que se não tivéssemos essa presença em um país específico", disse a porta-voz do Yahoo, Maru Osako.
O Google, cujo lema é "não seja malvado", tem sido criticado por bloquear exibição de termos politicamente sensíveis em seu site de busca www.google.cn, curvando-se a exigências de Pequim, enquanto a Microsoft vem sendo denunciada por tirar do ar sites hospedados no serviço MSN Spaces.
Representantes do Google e da Microsoft nos EUA não estavam imediatamente disponíveis para comentar o relatório.
A Human Rights Watch também criticou a companhia de telefonia pela Internet Skype, afirmando que a versão chinesa de seu software foi consfigurada para censurar palavras consideradas subversivas em mensagens de texto sem informar os usuários.
O grupo pediu para as empresas usarem "todos os meios legais" para resistirem à censura em buscas, blogs e endereços de Internet.
Reuters
11h55 » Icann atribui domínio .post a União Postal Universal
10h28 » Acesso à internet cresce 75,3% no Brasil entre 2005 e 2008