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Tecnologia

 
 

Empresas ocidentais "atuam como censores" na China

10 de agosto de 2006 14h33 atualizado às 18h01

Um grupo de defesa dos direitos humanos acusou companhias ocidentais que atuam com Internet de cumplicidade com a censura na China e pediu para Microsoft, Google e Yahoo resistirem às exigências de Pequim.

O grupo baseado em Nova York Human Rights Watch considera que o bloqueio de sites politicamente sensíveis e de termos de pesquisa é "arbitrário, opaco e injustificável" e pediu às companhias norte-americanas para ficarem ao lado de seus usuários em questões de censura.

"É irônico que companhias cuja existência depende da liberdade de informação e expressão tenham assumido o papel de censoras, mesmo nos casos onde o governo chinês não fez exigências específicas para elas", denunciou o grupo em relatório.

O documento é o mais recente episódio de uma série de críticas contra as companhias de Internet ocidentais que operam na China, acusadas de comprometerem seus princípios ao censurarem termos de busca e blogs para manterem negócios no segundo maior mercado da Web no mundo.

No caso do Yahoo, a companhia também vem sendo acusada de fornecer informações a autoridades chinesas que levaram à prisão pessoas acusadas de crimes políticos. A mais proeminente delas é o escritor Shi Tao, condenado a 10 anos de prisão por vazar segredos de Estado ao exterior.

A entidade também critica o Yahoo por censurar informações tanto quanto o site chinês de buscas Baidu.com.

O Yahoo informou que está "profundamente preocupado" sobre os problemas e que sua presença na China tem valor.

"Acreditamos que podemos fazer mais diferença ao termos uma presença limitada para depois ampliá-la, do que se não tivéssemos essa presença em um país específico", disse a porta-voz do Yahoo, Maru Osako.

O Google, cujo lema é "não seja malvado", tem sido criticado por bloquear exibição de termos politicamente sensíveis em seu site de busca www.google.cn, curvando-se a exigências de Pequim, enquanto a Microsoft vem sendo denunciada por tirar do ar sites hospedados no serviço MSN Spaces.

Representantes do Google e da Microsoft nos EUA não estavam imediatamente disponíveis para comentar o relatório.

A Human Rights Watch também criticou a companhia de telefonia pela Internet Skype, afirmando que a versão chinesa de seu software foi consfigurada para censurar palavras consideradas subversivas em mensagens de texto sem informar os usuários.

O grupo pediu para as empresas usarem "todos os meios legais" para resistirem à censura em buscas, blogs e endereços de Internet.

Reuters
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