
Atualizada às 10h56 Apareceram links com palavras obscenas, que no entanto não levavam a páginas pornográficas, e sim a uma seção do "Diário do Povo" com uma foto de uma professora chinesa. Praticamente todo o texto da página foi mudado. A página permaneceu com o conteúdo alterado pelo menos durante os dias 8 e 9 de agosto.
O blog ESWN (www.zonaeuropa.com), escrito em Hong Kong, foi um dos primeiros a notar o ataque e ainda mostra como ficou a página do "Diário do Povo" depois de "hackeada". "É possível que tenhamos sido vítimas de um hacker, vamos investigar", afirmou à imprensa um dos responsáveis pela manutenção do site.
O "Diário do Povo", fundado em 1948, é o órgão mais tradicional da propaganda comunista e tem uma rígida linha editorial. Seus conteúdos costumam ser comunicados oficiais do PCCh com um alto teor ideológico. A circulação é de 4 milhões de exemplares, mas boa parte das vendas se deve a assinaturas obrigatórias em órgãos oficiais.
A China, com 123 milhões de internautas, é um dos países que sofrem maior censura de conteúdo da internet. Alguns internautas chineses usam ataques a sites oficiais como forma de protesto.
EFE
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