Um blogueiro insatisfeito resolveu fazer as contas e chegou a uma conclusão perturbadora: efetuando o cálculo a partir de um cartucho padrão da HP, contendo 10 mililitros de tinta e custando R$ 55,99, chega-se ao valor de R$ 5,99 por mililitro, de onde se conclui que o preço por litro é de estarrecedores RS$ 6 mil, cifra que supera boa parte dos champagnes mais caros do mercado.
A solução parece ser evitar ao máximo a utilização de documentos impressos e ceder à onda de manipulação de dados virtuais, sem o intermédio do papel. É o caso de Bia Kunze, dona do blog Garota sem Fio, que escreveu para o site Br-Linux : "Eu só uso minha impressora quando realmente preciso. Ou melhor, quando sou exigida. Hoje, é apenas para os receituários dos pacientes, que ainda precisam de um papel em mãos para se dirigirem à farmácia."
A notícia vem à tona coincidindo com a crescente popularização das certificações digitais, que conferem valor jurídico a documentos virtuais e reduzem ainda mais a necessidade do papel e dos gastos astronômicos com tinta de impressora. PDAs, celulares e aparelhos dedicados a leitura de livros digitais, como o Reader da Sony, parecem apontar para a mesma conjuntura e indicar que, em um futuro não muito distante, o papel pode virar peça de museu.
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