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Terça, 15 de agosto de 2006, 10h06 Atualizada às 14h19

Dell recolherá quatro milhões de baterias de laptops

A Dell anunciou na segunda-feira que recolherá 4,1 milhões de baterias de laptops porque elas podem superaquecer e pegar fogo, na maior ordem de recolhimento de produtos nos 22 anos da história da empresa. A maior fabricante de computadores pessoais do mundo atribuiu a responsabilidade pelo recolhimento às baterias de íon de lítio produzidas pela Sony, que segundo a Dell em alguns casos raros podem produzir fumaça e pegar fogo.

A Dell, que não espera impacto financeiro em função da decisão, anunciou que manterá a Sony como fornecedora de baterias para laptops. "Temos confiança em que eles adotaram as contramedidas adequadas, e que o processo agora é seguro. Esperamos que a Sony continue a ser uma boa fornecedora de baterias para nós", disse Michael Dell, presidente do conselho do grupo, a repórteres, em Cingapura.

As baterias também são usadas por outros fabricantes de computadores, entre os quais a Apple Computer, que disse estar estudando a questão. A Hewlett-Packard informou que seus laptops não seriam afetadas pela decisão da Dell, que foi notificada à U.S. Consumer Product Safety Commission. Não houve ferimentos relacionados ao defeito das baterias usadas nos laptops Dell, segundo a empresa. A Dell recebeu seis relatórios de superaquecimento de baterias, o que causou danos a mobília e objetos pessoais, anunciou a comissão de segurança.

Jess Blackburn, porta-voz da Dell, anunciou que uma bateria do tipo recolhido estava instalada em um laptop produzido pela empresa e que irrompeu em chamas em Osaka, Japão, recentemente. O incidente foi capturado em fotografias que circularam via Internet. Cerca de 2,7 milhões dos laptops envolvidos na ordem de recolhimento estão nos Estados Unidos, disse Blackburn.

Rick Clancy, porta-voz da Sony Electronics nos Estados Unidos, disse que o impacto financeiro da decisão sobre a Sony "não foi plenamente determinado", e que depende em parte de quantas pessoas acatarem a instrução de recolher as baterias.

Reuters

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