
Atualizada às 08h44 Num encontro com usuários da Wikipedia, em Hong Kong (onde o site não é bloqueado), Wales declarou não estar disposto a sacrificar sua independência nem a impedir que os internautas possam modificar os artigos oferecidos pelo site, característica mais marcante da enciclopédia virtual. "Um dos pontos mais importantes para mim, e para a comunidade Wikipedia em seu conjunto, é o acesso total, e não ser simplesmente visto, como admitiu o Google ao aceitar a censura", comparou. "Para nós não seria admissível fazer o que seria necessário para o Governo chinês autorizar cada edição publicada", acrescentou.
A versão em chinês da Wikipedia é uma das maiores do mundo, depois da original em inglês. São mais de 85 mil artigos, 2,7 milhões de páginas e 15 mil imagens. Mais da metade de seus artigos foi editada por apenas 80 voluntários, segundo Wales.
Apesar do acesso proibido para grande parte da população chinesa, mesmo em outros idiomas, seu conteúdo continua crescendo a uma média mensal de 9%. A previsão é de chegar aos 100 mil verbetes no fim deste ano e a 250 mil em 2007.
Os números, porém, ainda estão longe do total de artigos na versão em inglês: 1,3 milhão. A maioria dos artigos da versão chinesa aborda temas pouco polêmicos, como a arte, a história e dados técnicos. Wales considerou o bloqueio um "grande erro".
EFE
13h30 » Livro mostra tudo sobre redes com passo a passo e dicas
05h49 » Hacker teria invadido sistema do governo e exigido US$ 350 mil
20h03 » Estudo afirma que tecnologia não leva ao isolamento social