Atualizada às 19h35 Daniel Gallas
No lugar dos veículos tradicionais, sites montados por cidadãos não formados em jornalismo têm conseguido oferecer serviços ao público com maior eficiência. O escritor americano falou a jornalistas e críticos de mídia em São Paulo durante o Colóquio Latino-Americano sobre Observação da Mídia, que termina nesta quarta-feira.
Projetos
"Com as novas tecnologias, como a internet e o celular, a mídia se democratizou. Não no sentido de maiores direitos das pessoas, mas de maior participação de todos na comunicação", disse Gillmor, em palestra na terça-feira. Ele enumerou alguns exemplos de serviços montados por cidadãos que competem - e até ganham - dos grandes veículos de comunicação em massa nos Estados Unidos, em um mercado com mais de 200 milhões de internautas (oito vezes o tamanho do Brasil).
BBC
O site de notícias da BBC na Grã-Bretanha também tem feito estudos sobre o jornalismo dos cidadãos. Durante eventos importantes, como os atentados de Londres de 2005, o portal publicou fotos do incidente tiradas pelos internautas.
Recentemente, foi montado um projeto-piloto pela empresa com produção de informações exclusivamente por cidadãos. "Oitenta e cinco por cento dos britânicos consumem algum tipo de material da BBC ao longo da semana", afirma o diretor da Faculdade de Jornalismo da BBC, Vin Ray, que falou no colóquio em São Paulo sobre a iniciativa.
O colóquio Latino-Americano sobre Observação da Mídia reuniu críticos de mídia, jornalistas e acadêmicos de países como Chile, Venezuela, Uruguai, Argentina e Colômbia, entre outros. "O objetivo é promover a crítica da mídia, campo no qual o Brasil é, de certa forma, um precursor no continente", disse Alberto Dines, diretor do Observatório da Imprensa, que organizou o evento. O colóquio contou com apoio da BBC Brasil e da Ford Foundation.
BBC Brasil
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