
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, tinha afirmado que um IET seria uma resposta do bloco ao mundialmente reconhecido Instituto de Tecnologia de Massachusetts (na sigla em inglês MIT). Houve até conversas de que o instituto poderia se localizar no prédio do Parlamento Europeu em Estraburgo, na França, em troca da permissão da assembléia da UE ser completamente baseada em Bruxelas para economizar dinheiro. A assembléia está atualmente dividida entre as duas cidades.
O IET é parte do plano de 10 pontos do executivo da UE para aumentar a inovação tecnológica, plano que será discutido em reunião informal dos líderes da UE no próximo mês. Mas parece haver pouca disposição para por a idéia em prática. "Não precisamos que a Europa crie um Instituto Europeu de Tecnologia", afirmou o ministro alemão Joachim Wuermeling durante reunião com ministros da UE.
A ministra italiana Emma Bonino afirmou: "Não precisamos de nenhuma nova estrutura. Deveríamos ser melhor aconselhados a fazer melhor uso do que temos." A Grã-Bretanha e Portugal também se mostraram desanimados com a proposta de um novo instituto.
"Qualquer novo instrumento deve demonstrar como iria adicionar valor genuíno às organizações existentes", afirmou a diplomata britânica, Anne Lambert, durante o encontro.
A Comissão Européia vai apresentar mais detalhes de seus planos no próximo mês, mas a principal tarefa é traduzir a retória em realidade e lidar com assuntos como a falta de um sistema de patentes comum a toda da União Européia, afirmou Lambert.
Reuters
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