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Terça, 26 de setembro de 2006, 17h00

Google: foco é busca na Web em vez de conteúdo próprio

É improvável que o Google faça grandes investimentos em conteúdo original e, em lugar disso, opte por manter seu foco em buscas na Internet, informou hoje um executivo. Tim Armstrong, vice-presidente de vendas de publicidade, disse que o Google se vê mais "como um operador da Web" do que como uma empresa que produz textos originais, filmes ou imagens.

"Não temos exatamente uma tonelada de conversas sérias sobre criar conteúdo", disse Armstrong durante um painel de discussões em evento do Interactive Advertising Bureau (IAB) em Nova York. E vez disso, disse ele, o Google preferirá continuar a "levar os usuários onde eles querem ir".

Outra empresa de mídia na Web, o Yahoo, mostrou mais interesse em caminhar para a programação original, variando de notícias a colunas. Mas mesmo os executivos do Yahoo disseram repetidas vezes que não têm intenção de recriar a televisão na Web, tendo em vista um novo local para entretenimento que consiga instigar a interatividade da Internet.

Enquanto isso, falando do mesmo painel, o vice-presidente-executivo de Vendas para Mídia Global do Yahoo, Greg Coleman, disse que preocupações com uma desaceleração na publicidade na Internet poderiam ser demasiadamente prematuras.

"As pessoas podem usar a palavra desacelerar, mas está fora de contexto", disse ele, apontando que muitas das 200 maiores empresas ainda estão ampliando sua publicidade na Web, de níveis relativamente baixos. "Não vemos uma desaceleração na atividade de qualquer maneira", declarou. O Yahoo recentemente alertou que a publicidade nos setores financeiro e de automóveis havia recuado.

Outro executivo, Michael Kelly, presidente da AOL Media Networks, disse não ter visto desaceleração na publicidade. "Não acho que haja um recuo na indústria", disse Kelly. "Pense quantas forças de vendas a mais estão nas ruas hoje."

Em um relatório nesta semana, a empresa de pesquisas eMarketer estimou que os gastos com publicidade online iriam subir 26,8% este ano, para US$ 15,9 bilhões, marcando uma desaceleração nas taxas de 30% e acima dos últimos dois anos.

Reuters

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