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Só um "idiota" compraria o YouTube, diz Mark Cuban

29 de setembro de 2006 10h19 atualizado às 10h53

O bilionário investidor e veterano da Internet Mark Cuban manifestou opinião negativa sobre o YouTube, o site que permite que pessoas distribuam vídeos, dizendo que só um "idiota" poderia adquirir a popular estreante.

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  • Cuban, co-fundador da HDNet e proprietário do Dallas Mavericks, time de basquete da NBA, também afirmou que o YouTube terminaria "processado até a extinção" devido a violações de direitos autorais. "Eles estão simplesmente violando a lei", disse Cuban a um grupo de anunciantes em Nova York. "O único motivo para que ainda não tenham sido processados é que não surgiu ninguém com dinheiro suficiente para bancar um processo."

    O YouTube se especializa em distribuir vídeos curtos criados por pessoas comuns. Sua popularidade, com mais de 100 milhões de vídeos servidos a cada dia, estimulou especulações sobre a possibilidade de que seja vendido ou abra seu capital.

    Mas o YouTube também atraiu visões negativas porque é freqüente que os usuários coloquem no site material protegido por direitos autorais, como vídeos musicais produzidos por artistas estabelecidos. Representantes do YouTube não foram localizados imediatamente para responder aos comentários de Cuban.

    "Há motivo para que o capital não tenha sido aberto ou a empresa vendida. É porque eles serão esmagados", disse Cuban, que vendeu empresas iniciantes criadas por ele ao Yahoo e à CompuServe.

    O YouTube, que atrai cerca de um terço da audiência norte-americana de vídeos online, três vezes mais espectadores do que o Google e duas vezes mais do que o MySpace, está trabalhando em acordos de licenciamento com gravadoras e redes de TV, para garantir que recebam pagamento quando usuários assistem a conteúdo controlado por elas.

    Este mês, o YouTube anunciou seu primeiro acordo com uma grande gravadora para distribuir vídeos musicais legalmente, assinando com o Warner Music Group, que distribui os trabalhos de astros pop como James Blunt e Madonna.

    Reuters
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