
Lucas van Grinsven
"Isso permitirá que as empresas de telecomunicações ofereçam serviços de largura de banda elevada com bom custo/benefício, sem que tenham de substituir todos os seus cabos de cobre por fibra óptica, até o local em que o assinante esteja instalado", disse Zvika Weinshtock, vice-presidente de marketing para acesso de banda larga na ECI Telecom, uma produtora israelense de equipamento para telecomunicações.
A nova tecnologia, conhecida como Dynamic Spectrum Management (DSM), promete velocidades semelhantes às de redes de fibra óptica e muito superior à hoje oferecida pelas linhas convencionais de banda larga (DSL).
Operadoras de telecomunicações na Europa e Estados Unidos prometeram investir dezenas de bilhões de euros na extensão de seus sistemas de fibra óptica, levando-as até mais perto das residências, e elevando a velocidade de suas redes.
Velocidades maiores são necessárias porque, mesmo com a mais recente tecnologia de banda larga DSL, conhecida como VDSL2, as operadoras enfrentam problemas para oferecer serviços de televisão e vídeo com imagens de boa qualidade.
Nos Estados Unidos, a Verizon planeja investir 22,9 bilhões de dólares em uma nova rede de fibra óptica que chegará até as residências dos usuários e aos escritórios das empresas, a fim de concorrer com as ofertas de multimídia das operadoras de TV a cabo.
A AT&T também está instalando uma rede de fibras ópticas, mas os últimos 1,5 mil metros até as residências dos assinantes continuarão a ser cobertos por cabos convencionais.
A Deutsche Telekom estuda estender a rede de fibra óptica até a localização dos usuários, mas as operadoras e analistas estimam que essa extensão possa representar custo da ordem de entre mil e 1,5 mil euros.
Reuters
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