
O gigante japonês da eletrônica se viu obrigado a retirar do mercado todas as suas baterias de íon de lítio e pedir a devolução das já vendidas para troca gratuita. As empresas Dell e Apple já haviam anunciado a troca de cerca de seis milhões de baterias fabricadas pela Sony para seus computadores portáteis.
Depois de dez casos de superaquecimento, um dos quais acabando com o computador (da Apple) em chamas, a Sony reconheceu que algumas de suas baterias de íon de lítio podem em raras ocasiões produzir curto-circuitos.
Segundo a agência Kyodo, a Sony ainda calcula o número de baterias fabricadas para seus Vaio no mundo todo. A estimativa é de que podem ser 250 mil unidades, de acordo com uma fonte que não quis se identificar. Um número que parece muito baixo diante dos 3 milhões de unidades vendidas no mundo todo no ano fiscal de 2005.
A Sony, segundo maior fabricante do mundo de baterias de íon de lítio após a Sanyo, anunciará o começo da operação de recall dia 7 de novembro.
A empresa avalia que o custo máximo da operação de devolução de todas as suas baterias pode chegar a cerca de US$ 30 bilhões de ienes (US$ 1,5 bilhão). No entanto, o prejuízo pode aumentar se companhias como a Toshiba reivindicarem indenizações por danos em suas vendas e na imagem corporativa.
A Sony pode reduzir suas previsões de lucros para o atual ano fiscal devido aos problemas. Em 26 de outubro, a companhia japonesa deverá anunciar resultados parciais de 2006.
EFE
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Divulgação
Um notebook da Dell explodiu no Japão assustando as pessoas
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