Consumidor confere os modelos de laptops em loja de Tóquio, no Japão
Foto: AP
De acordo com o Washington Post, a Sony afirmou que o recall das baterias de íon de lítio, que superaqueciam e corriam o risco de se incendiarem, custará à empresa cerca de 51 bilhões de ienes, um equivalente a US$ 429 milhões, no período de julho a setembro, custo que pode subir caso fabricantes resolvam processar a empresa, medida em estudo por companhias como Hitachi, Toshiba e Fujitsu.
O defeito nas peças, que poderia causar um curto-circuito e levar ao superaquecimento, causou um dos maiores recolhimentos da história da tecnologia e afetou diversas empresas, principalmente a Dell e a Apple, as primeiras a iniciarem recall de 4,1 e 1,8 milhões de baterias, respectivamente.
Agora, a empresa espera que os lucros deste ano fiscal, que termina em março de 2007, cheguem apenas a 80 bilhões de ienes (US$ 673 milhões), valor 38% menor que a previsão de 130 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão), feita em julho. A própria Sony precisou fazer o recall de 90 mil baterias que equipavam os notebooks de sua linha Vaio, o que ajudou a aumentar o já expressivo número de peças a serem trocadas.
Alguns analistas indicam que, caso a empresa sofra processos por danos a marcas de outras parceiras também afetadas, seu prejuízo possa chegar a marca de US$ 1 bilhão. Outros apostam em uma recuperação rápida da Sony em 2007, caso o PlayStation 3 consiga chegar sem mais problemas de entrega, prevendo uma venda maciça de consoles mundialmente.


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