O jornalista brasileiro e catedrático da Universidade do Texas Rosental Calmon disse que "só a invenção da imprensa é comparável à Internet" e citou vários exemplos de como diversos jornais tradicionais do Brasil estão começando a inserir blogs e vídeos em suas páginas web. "Atualmente, estão acontecendo muitas coisas fora do chamado jornalismo tradicional que inevitavelmente o influenciam, como, por exemplo, a participação das pessoas na criação da informação de forma direta", acrescentou Calmon.
O diretor do argentino Clarín digital, Guillermo Culell, exibiu um vídeo no qual quatro jovens jornalistas do Chile, Argentina, Colômbia e Peru relatavam suas certezas e incertezas sobre o desenvolvimento do jornalismo, a luta entre vanguarda e tradição e a permanência das identidades locais e regionais na web. "Seria preciso estimular a capacidade de inventar, surpreender, mediar, misturar e compartilhar conteúdos e conhecimento entre os jovens jornalistas", assegurou Cullel.
Jaime Abelló, diretor da colombiana Fundação Novo Jornalismo, pertencente a Gabriel García Márquez, direcionou seu discurso para outros temas e denunciou a pouca presença e utilidade dos meios de comunicação como serviços públicos e as pressões que os profissionais na América Latina recebem. "Na Colômbia, duas cadeias de televisão detém 90% da audiência; há pouca autonomia informativa nas redações, e isto tem a ver com o conflito de interesses entre a agenda noticiosa e os interesses econômicos dos proprietários dos meios. A censura é coisa do passado, mas há limitações provenientes da concentração de meios", afirmou Abelló.
O colombiano também alertou sobre "os perigos que os jornalistas enfrentam: há lesões, ameaças e até assassinatos que costumam ficar impunes, com a cumplicidade de políticos e policiais corruptos".

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