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Segunda, 30 de outubro de 2006, 10h19 Atualizada às 10h20

Do rádio de pilha ao iPod: a tecnologia vai à guerra

Os combatentes norte-americanos tinham, na guerra do Vietnã, os rádios de pilha, que tocavam a estação das Forças Armadas. No Iraque, a tecnologia segue como aliada das tropas, a diferença é que hoje o som jorra dos iPods e até dos capacetes dos soldados, além dos videogames e filmes que ajudam a desestressar, passar o tempo - ou preparar para o combate. É o que conta uma reportagem publicada no primeiro número da revista Rolling Stone brasileira, que chegou este mês às bancas.

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  • A maior parte dos militares tem laptops, iPods, e trocar arquivos e músicas é uma das atividades preferidas nas folgas, diz a revista. Um dos exemplos desta familiaridade com a tecnologia digital é o sargento Brandon Welsh, 23 anos, operador de rádio que conectava o tocador ao sistema de comunicação do tanques e enchia de som o capacete dos colegas. Welsh, que já voltou para os Estados Unidos, cobrava US$ 5 para fazer a "ligação" em outras unidades.

    Os vendedores iraquianos colaboram para manter a diversidade de material com CDs e DVDs a US$ 3 - e diz a reportagem que eles conseguem o que se quiser. Um soldado conta, na reportagem, que desafiou um dos comerciantes a achar determinado álbum de um rapper norte-americano. Recebeu como resposta a informação de que era possível encontrar de tudo no país e, de fato, uma semana depois, tinha a cópia pedida.

    As músicas servem para relaxar ou para deixar alerta, ajudam a baixar a ansiedade ou a levantar a adrenalina, preparam para matar ou para morrer, contam os soldados citados na reportagem. Um deles, que gosta de ver Alice no país das maravilhas quando está na estrada, diz que a música e os filmes o ajudam a escapar dos horrores que vê. E ele se pergunta como seria enfrentar a guerra sem todas essas "distrações tecnológicas".

    Games, robôs e GPS
    Robôs que percorrem terrenos que seriam perigosos para humanos, sistemas de localização e comunicação muito mais precisos, jogos como treinamento de combate, para aprender a usar determinadas armas e até para curar traumas de guerra são comuns hoje.

    A tecnologia permite, por exemplo, que comandantes norte-americanos planejem complicadas ações envolvendo soldados e equipamentos em menos de duas horas. A velocidade de organização promovida pelos sistemas, de acordo com os soldados, contribuiu para a captura de Saddam Hussein e de outros fugitivos.

    Redação Terra

    Reuters
    Os videogames são aliados dos soldados no Iraque, assim como iPods, CDs e DVDs
    Os videogames são aliados dos soldados no Iraque, assim como iPods, CDs e DVDs

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