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Tecnologia

 
 

Fórum: Internet deve contemplar mais idiomas

01 de novembro de 2006 19h09

Grande parte dos usuários da Internet pediu que haja uma diversidade de línguas no ciberespaço por não saberem inglês, a língua-mãe da rede. A solicitação foi feita hoje, durante o terceiro dia do Fórum Mundial de Governabilidade da internet (FGI), em Atenas. Um total de 90% das 6 mil línguas no mundo não estão representadas na Internet, e o desafio é aumentar o fluxo de informação nos idiomas locais.

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  • O dia foi dedicado a debater justamente este tema, com enfoque em formas de criar bases para que indivíduos e instituições possam gerar conteúdos locais com informação em seus próprios idiomas.

    Raul Echeberria, diretor-executivo da Lacnic, Organismo Internacional encarregado do Registro de Endereços na Internet para a América Latina e o Caribe, explicou que, apesar de o espanhol ser um dos idiomas mais falados no mundo, as pessoas que o tem como língua materna não estão suficientemente representadas nos conteúdos da internet.

    Já os países africanos enfrentam o problema do grande número de idiomas num mesmo território - é o caso do Senegal, que tem 13 línguas diferentes. O inglês é a língua-mãe da Internet devido ao predomínio cultural das universidades anglo-saxãs, além do fato de a tecnologia ter sido desenvolvida por pesquisadores dos Estados Unidos.

    Patrik Faltstrom, engenheiro do gigante do setor de informática Cisco Systems, assegurou que, com as ferramentas corretas e a tradução apropriada, será possível criar novos conteúdos em diversos idiomas.

    Vint Cerf, considerado o pai da Internet e atual vice-presidente do Google, destacou que há uma grande parte da população mundial que não conta com um idioma escrito - razão pela qual destacou a necessidade de mais trabalho para a criação de conteúdo oral.

    Por sua vez, a representante da Unesco, Elisabeth Longworth, destacou que, sem diversidade na Internet, não será possível ter acesso ou participação na sociedade da informação.

    Hamman Riza, representando Aceh - região da Indonésia afetada pelo devastador tsumani que assolou vários países no fim de 2004, destacou a importância de os habitantes poderem ler em suas línguas locais a informação em caso de uma catástrofe natural.

    O FGI, um fórum auspiciado pela ONU, vai até quinta-feira e reúne representantes da sociedade civil, analistas, líderes empresariais e representantes de diferentes Governos para debater o futuro da Internet.

    EFE
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