
Atualizada às 12h36
Hospedado na sede da Polícia Federal, o sistema tem, entre outras funcionalidades, um repositório de dados que é estruturado pelos investigadores, o que facilita o trabalho de toda a força policial. A idéia surgiu quando um policial de Toronto, no Canadá, enviou um e-mail a Bill Gates pedindo apoio na luta. O oficial canadense estava insatisfeito com a falta de recursos de tecnologia disponíveis para a tarefa de combater a exploração infantil, mas a partir da mensagem, a Microsoft começou o trabalho com o departamento de polícia e com a Real Polícia Montada do Canadá.
Depois do pedido feito a Bill Gates, foram necessários dois anos para o desenvolvimento da ferramenta. "O CETS irá aumentar dramaticamente o poder de alcance de nossos policiais para ajudá-los a resolver casos de exploração de menores", afirma Paulo Quintiliano, Chefe da Perícia de Informática da Polícia Federal. "Antes do CETS, nosso serviço de pesquisa em fotos e arquivos tinha de ser feito manualmente tomando um tempo enorme e precioso de nossos policiais, além de dificultar a troca de informações com outras forças policiais locais e mesmo de outros países".
Desde 2003, quando começou o desenvolvimento da solução, a Microsoft investiu mais de US$ 7 milhões no projeto. A PF brasileira foi das primeiras a demonstrar interesse no sistema e faz parte do primeiro grupo de países que receberam investimento para sua implantação. Além do Brasil, Reino Unido, Itália e Espanha adotaram o sistema CETS.
Redação Terra
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