
Atualizada às 18h56
O equívoco gerou piadas da comunidade de aficionados por tecnologia. Lore Sjöberg, colunista da revista Wired, classificou o episódio como o "início do holocausto robótico". De qualquer forma, Hideo Shimazu, diretor do NEC System Research Laboratory e um dos líderes do projeto já declarou não ter planos para comercializar seu produto, e o vê mais como uma demonstração de "eficiência técnica" do que como um projeto viável de negócios.
Himazu afirmou, porém, ter recebido ofertas de interessados em adquirir o enófilo metálico. A longo prazo, é possível que surjam aplicações para um modelo mais avançado, capaz de avaliar vinhos caros e antigos e testar sua autenticidade sem a necessidade de abrí-los. "Há todo o tipo de robôs fazendo todo o tipo de coisas por aí," justificou o pesquisador.
O protótipo verde e branco, vagamente humanóide, que acende os olhos quando se pronuncia, analisa alimentos através de um sensor em seu braço esquerdo, dotado de um espectrômetro infravermelho. Quando algum objeto é colocado frente ao dispositivo, é bombardeado com um raio infravermelho, que, refletido, é analisado em tempo real para determinar a composição química do alimento.
No caso do vinho, o robô identifica a classe e adiciona algum comentário sobre seu sabor, mas, por enquanto, os enófilos não precisam preocupar-se com sua profissão. A máquina pode ser programada para identificar com precisão não mais do que algumas dúzias de bebidas entre as milhares de variações disponíveis no mercado. Outro problema é que, depois que o vinho é aberto, a identificação fica mais difícil em função da mistura com o ar modificar a composição química da bebida.
Com informações do Infomedia TV
Redação Terra
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AP
Robô enólogo tem pouco mais de meio metro de altura
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