
Em parceria com a Itaipu Binacional, a empresa promove, de hoje (16) até amanhã, a 3ª Conferência Latino-Americana de Software Livre - Latinoware 2006, realizada em Foz do Iguaçu.
Segundo o chefe do Departamento de Informática da Universidade Federal do Paraná, Marcos Castilho, o objetivo do programa é equipar com laboratórios de informática as 2,1 mil escolas de ensino médio e fundamental. Os laboratórios são conectados por uma Rede Privada Virtual (VPN) que interliga os 399 municípios do estado.
"Atualmente, a rede pública de ensino paranaense tem cerca de 1,5 milhão de alunos e 57 mil professores. Nos próximos meses, para atender a essa demanda, programa pretende instalar 44 mil computadores que serão gerenciados remotamente a partir de um núcleo desenvolvido pelo Centro de Computação Científica e Software Livre da universidade".
Na avaliação do presidente da Celepar, o fato de o Estado desenvolver suas próprias soluções em informática tem garantido ao governo o domínio completo sobre a tecnologia empregada. "O objetivo é evitar que o governo, que administra os bens públicos, fique em condição frágil, como ocorre quando contrata serviços e produtos de informática com empresas que mantêm todas as informações sob seu controle. Há também questões estratégicas relacionadas à segurança das informações", destacou Mazoni.
Ele aponta outras vantagens em relação aos programas de código fechado, como o fato de o software livre não ficar sujeito a algumas formas de pressão do mercado. "Como não existe uma entidade que detenha os direitos de propriedade sobre o código fonte, não há possibilidade de um determinado produto ser descontinuado segundo a conveniência comercial do fornecedor do sistema. Para a administração pública, isso significa mais uma fonte de economia".
Agência Brasil
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